Reprodução/Twitter
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Autor de atentado na França nega motivação religiosa

Salhi afirmou que cometeu o ataque após ter brigado com a mulher e o próprio chefe, quem ele decapitou na sexta-feira

O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2015 | 14h41

PARIS - O autor confesso do atentado ocorrido na sexta-feira 26 na França contra uma fábrica de produtos químicos, Yassin Salhi, disse a investigadores que não teve nenhuma motivação religiosa, de acordo com uma fonte próxima ao inquérito.

Salhi, de 35 anos, contou aos investigadores, segundo a fonte, que não é um jihadista e repetiu declarações feitas anteriormente dizendo que cometeu o ato nos arredores da cidade de Lyon depois de brigar com a mulher na véspera e com o chefe alguns dias antes. 

A cabeça do chefe de Salhi foi encontrada pendurada em um cerca no local, pertencente à companhia americana de gás e químicos Air Products, próxima a uma bandeira com passagens da fé muçulmana. Uma investigação em um dos telefones de Salhi revelou que ele tirou uma foto de si mesmo com a cabeça decapitada antes de ser preso e enviou a imagem para um número pertencente a um francês rastreado pela última fez em um reduto do Estado Islâmico na Síria.

Salhi não havia demonstrado problemas de comportamento em suas anteriores visitas para entrega de materiais, informou nesta segunda o diretor do local. "Em absoluto, nunca tivemos problemas de comportamento com esse senhor", declarou à imprensa Jean-Marc Vinic, ressaltando que todos os empregados da firma estavam "sãos e salvos".

O responsável para a Europa dessa empresa americana de gases industriais, Ivo Bols, afirmou que o lugar conta com "sistemas de segurança muito robustos" e celebrou que "todos os empregados reagiram de maneira muito profissional". "Todo mundo, moradores e empregados, está muito triste pelos trágicos eventos que ocorreram", acrescentou Bols. 

Salhi, que foi preso na cena do crime na sexta-feira, pode ser mantido por até 96 horas sob a lei francesa antes de ser acusado ou liberado. /EFE e REUTERS

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