Autor de chacina em Tóquio chora em interrogatório

Jovem de 25 anos depõe diante da Promotoria por atropelar e matar sete pessoas; dez foram feridas

Associated Press e Efe,

10 de junho de 2008 | 09h53

Tomohiro Kato, o jovem que atropelou vários pedestres no domingo em Tóquio e depois os esfaqueou, matando sete deles, foi entregue à Promotoria japonesa nesta terça-feira, 10, e chorou algumas vezes durante o interrogatório. Segundo a polícia, apesar da colaboração, o suspeito falava sem remorso e recusou a dar detalhes do incidente.  Veja também:  Polícia japonesa divulga imagens do assassino de 7 pessoas  A polícia revistou o apartamento de Kato e confiscou três caixas vazias que aparentemente continham as facas utilizadas no massacre. O único detido pelo massacre disse que, no dia anterior ao crime, vendeu seu computador e seu videogame em Akihabara, o mesmo bairro de Tóquio onde no dia seguinte mataria as sete pessoas. As autópsias realizadas concluíram que quatro vítimas morreram esfaqueadas, e as outras três atropeladas pelo caminhão. A polícia concluiu que Kato cometeu os ataques com a intenção de matar, pois todos os esfaqueados morreram em conseqüência de golpes únicos e certeiros. Outras dez foram feridas no incidente. Enquanto o motivo do crime ainda não está claro, mais detalhes das mensagens enviadas a um site de conteúdo para telefones celulares indicando que cometeria o massacre. Em uma de suas mensagens, ele afirmava: "A internet é meu único refúgio".  Outras mensagens sugerem uma profunda sensação de solidão e infelicidade. "Seria feliz se pudesse morrer agora e freqüentemente me sinto assim", disse ele. Kato também expressou seu desejo de ter uma namorada, algo que aparentemente nunca conseguiu realizar. "Eu nunca poderia ter uma namorada porque não posso me controlar. A felicidade é um sonho além das minhas possibilidades", afirmou. Vinte minutos antes do massacre, Kato, empregado temporário de uma fábrica de automóveis, enviou o último alerta: "Está na hora." Ao ser preso, Kato disse à polícia que estava "farto do mundo". A polícia afirmou que o ataque a facadas, que durou três minutos, foi o mais mortífero já registrado em Tóquio.

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