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Autor de massacre que matou 51 em mesquitas na Nova Zelândia, Brenton Tarrant confessa crime

Australiano não será julgado durante o processo; juiz determinou que o acusado ouvirá a sentença posteriormente, em uma data não especificada

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2020 | 01h49

WELLINGTON - O australiano Brenton Tarrant, acusado de matar 51 pessoas em duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, em março 2019,  surpreendeu, nesta quinta-feira, 26, ao se declarar culpado de todas as acusações.

"Sim, culpado", disse ele, da prisão de Auckland, via conexão de videoconferência com o Tribunal Superior de Christchurch. O homem, de 29 anos, olhou para a câmera quando fez a declaração.

Tarrant sempre negou todas as 51 acusações de assassinato, 40 de tentativa de assassinato e outra acusação de ato terrorista. Sem motivo aparente, ele mudou de ideia ao final de uma audiência, organizada às pressas e mantida em segredo.

Isso significa que ele não será julgado durante o processo. O juiz Cameron Mander especificou que o acusado ouvirá a sentença posteriormente, em uma data não especificada.

"Uma acusação de culpa é um passo muito importante para encerrar o processo criminal", disse o juiz, acrescentando que a sentença não será tornada pública até que a pandemia do novo coronavírus termine "para permitir que vítimas e suas famílias possam ir ao tribunal".

A primeira-ministra Jacinda Arden, que decidiu nunca pronunciar o nome do assassino, acredita que essa confissão de culpa aliviará as pessoas para quem esses ataques mudaram a vida para sempre.

"Essa alegação e sentença de culpa condena a responsabilidade pelo que aconteceu e também salva as famílias que perderam entes queridos, feridos e outras testemunhas na provação de um julgamento", disse ela./ AFP

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