AFP PHOTO / EMMANUEL DUNAND
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Autor de tentativa de ataque na Bélgica era marroquino de 36 anos sem histórico de terrorismo

Segundo promotor, as iniciais do suspeito são O. Z. e já foi realizada uma busca em sua residência no bairro de Molenbeek

O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2017 | 07h15
Atualizado 21 de junho de 2017 | 10h11

BRUXELAS - O homem morto a tiros na estação central de trens de Bruxelas na terça-feira 20 após detonar uma bomba de pregos em uma mala sem deixar feridos era um marroquino de 36 anos que não tinha histórico de ser suspeito de terrorismo.

O promotor Eric Van Der Sypt disse nesta quarta-feira, 21, em entrevista coletiva que as iniciais do homem são O. Z. e que foi realizada uma busca em sua residência no bairro de Molenbeek, em Bruxelas.

Ele afirmou que o homem não estava usando um cinto suicida e gritou "Allahu akbar" (“Deus é o maior”, em árabe) antes de ser morto a tiros por soldados em patrulha. "Poderia ter provocado vítimas, poderia ter sido muito pior", disse Van Der Sypt, antes de explicar que 10 passageiros estavam ao redor do agressor quando ele detonou a carga explosiva. "Está claro que pretendia causar mais danos do que provocou", afirmou.

Em comunicado, a Promotoria disse que o suspeito entrou na estação central de Bruxelas às 20h39 (locais) na terça-feira e se juntou a um grupo de passageiros na parte subterrânea do local. Cinco minutos depois, ele pegou sua mala e, gritando, realizou uma explosão parcial que não deixou feridos, mas fez com que a bagagem pegasse fogo.

O homem então deixou a maleta em chamas e desceu para a plataforma "em busca do chefe da estação". Enquanto estava longe, a bagagem, que continha pregos e garrafas de gás, explodiu pela segunda vez, de maneira mais violenta, mas não por completo.

O suspeito retornou para o local onde havia deixado a mala e correu aos gritos de"Allahu akbar" em direção a um soldado que trabalhava na estação. Ele disparou diversas vezes contra o homem, que morreu no local.

A Bélgica, onde um atentado deixou 32 mortos em março de 2016, voltou a registrar cenas de pânico na terça-feira, um dia depois de um homem atropelar muçulmanos perto de uma mesquita em Londres - ataque que deixou um morto - e de um homem morrer em uma tentativa de ataque em Paris. / REUTERS e AFP

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