Autor de vandalismo em Veneza vai para hospital psiquiátrico

Um homem mentalmente perturbado foi o autor de vários atos de vandalismo contra monumentos de Veneza, segundo anunciaram, hoje, autoridades policiais.Pelo menos quatro ataques foram feitos, domingo: golpes de martelo contra as mãos de esculturas religiosas da renascença de duas igrejas e contra ornatos de uma coluna do Palácio Ducal, além da destruição de uma Madona sem valor artístico, numa das ilhotas de Veneza,A polícia levou quatro dias para descobrir o culpado e temeu por novos ataques aos inúmeros tesouros artísticos que tornam a cidade dos canais um museu a céu aberto.?Tivemos de acertar logo. Se pegássemos a pessoa errada, poderiam haver outros ataques?, disse Francesco Saverio Pavone, promotor veneziano numa entrevista à imprensa.O homem foi identificado pelos jornalistas italianos como um engenheiro veneziano de 38 anos, Antonio Benacchio. Ele não foi preso, mas levado a um hospital psiquiátrico para ser submetido a tratamento, segundo informou a rede estatal de televisão italiana RAI.Benacchio, na verdade, foi pego quando tentava danificar outra igreja, na segunda-feira.Segundo a polícia, na busca feita em seu apartamento, foram encontrados martelos e outros objetos rombudos assim como fragmentos que se acredita pertencerem às esculturas atingidas. No Palácio Ducal, debruçado sobre a Praça de São Marcos, um dos cartões postais de Veneza, foi usado um martelo para quebrar os braços das figuras de Jesus Cristo e Moisés, que ornavam o capitel de uma de suas colunas, além de um tablete com os 10 mandamentos.Na igreja renascentista do Redentor, as estátuas de São Marcos e São Francisco de Assis foram seriamente danificadas ? o vândalo arrebentou três mãos e deixou rombos por seus corpos.Atrás da Igreja de San Pietro di Castello, as marteladas atingiram a estátua do século 14 de um Menino Jesus que estendia as chaves para São Pedro. A mão direita de São Pedro também foi esmagada, assim como as chaves. Perto, o vândalo destruiu uma imagem da Madona.

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