Lavage de la Madeleine
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Autor do ataque islâmico em Nice que matou brasileira é indiciado

Simone Barreto Silva foi morta junto com outras duas pessoas em outubro; na Chechênia, foi enterrado o homem que decapitou um professor francês em Paris por mostrar caricaturas do profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2020 | 19h54

PARIS - O tunisino que matou três pessoas, incluindo a brasileira Simone Barreto Silva, de 44 anos, em um ataque islâmico em uma igreja em Nice (sul da França) em outubro, foi indiciado nesta segunda-feira, 7, por assassinato em relação com uma organização terrorista e preso.

Brahim Aoussaoui, de 21 anos, ficou ferido durante a ação da polícia e, por isso, estava internado. Depois, testou positivo para a covid-19. Mas seu estado de saúde melhorou nos últimos dias e ele foi interrogado por um juiz de instrução, que ditou sua acusação e ordenou sua prisão.

Aoussaoui chegou à França dois dias antes de cometer o ataque, após cruzar o Mediterrâneo até a ilha italiana de Lampedusa. Em 29 de outubro, apareceu armado com uma faca na basílica de Nice, onde esfaqueou uma mulher e o sacristão. A terceira vítima, Simone, conseguiu fugir gravemente ferida, mas morreu pouco depois.

O ataque ocorreu menos de duas semanas depois que um professor de história foi decapitado em um subúrbio de Paris por ter mostrado caricaturas do profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão.

O assassino do professor, Abdullakh Anzorov, foi enterrado no domingo na república russa da Chechênia, segundo o site local Kavkazski Uzel. Ele foi enterrado em Shalazhi, cidade que fica a 40 quilômetros da capital chechena, Grozni.

Anzorov, de 18 anos, refugiado na França de origem chechena, decapitou Samuel Paty, professor de 47 anos, na região de Paris em 16 de outubro, depois que ele mostrou caricaturas de Maomé durante uma aula sobre liberdade de expressão no início do mês.

O agressor assumiu o crime em uma mensagem de áudio em russo na qual afirmava ter "vingado o profeta" Maomé e criticava o professor por tê-lo "mostrado de maneira ofensiva". Pouco depois, ele foi morto pela polícia.

O governante checheno Ramzan Kadyrov condenou o ataque, mas também criticou a defesa do presidente francês Emmanuel Macron das caricaturas de Maomé, ao considerar que empurra os muçulmanos "para o terrorismo". /AFP 

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