Militant video via AP
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Autores de ataque em trem na Alemanha mantinham contato com membros do Estado Islâmico

Segundo a revista alemã Der Spiegel, membros do grupo jihadista propunham ao afegão de 17 anos que jogasse um carro contra uma concentração de pessoas

O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2016 | 14h46

BERLIM - Os autores dos dois ataques registrados no fim de julho na Alemanha - um refugiado afegão e outro sírio - mantinham contato frequente com membros do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), alguns deles na Arábia Saudita, segundo a revista alemã Der Spiegel.

O afegão de 17 anos, que em 18 de julho atacou com um machado e uma faca os passageiros de um trem regional em Würzburg, na região da Baviera, até ser morto pela polícia, havia se despedido pouco antes da ação com um "nos vemos no paraíso", em uma mensagem enviada a um desses interlocutores.

De acordo com a publicação, que cita fontes da investigação, foram encontradas mensagens em que membros no EI propunham ao jovem que ele jogasse um carro contra alguma concentração de pessoas, mas ele rejeitou por não ter licença para dirigir.

O afegão Muhammad Riyad anunciou então sua intenção de subir em um trem para atacar os passageiros, como acabou fazendo, em uma ação na qual feriu gravemente cinco pessoas.

Em relação ao sírio de 27 anos, que morreu ao detonar a bomba que levava na mochila em Ansbach, os investigadores acreditam que a explosão foi acidental e que seu propósito era fazer com que ela explodisse por controle remoto em um festival ao ar livre.

O suposto jihadista, Mohamed Daleel, havia feito contato pelo celular com um interlocutor desconhecido, que lhe deu instruções até pouco antes da detonação, na noite do dia 24 de julho.

Veja abaixo: Agressor da Alemanha aparece em vídeo

O refugiado sírio, que não tinha ingressos para o festival, foi interceptado pelo serviço de segurança privada quando pretendia entrar no local e morreu nos acessos. Ele sofria de transtornos por depressão e um de seus terapeutas já havia advertido sobre suas tendências suicidas.

Ambos gravaram um vídeo em que afirmavam querer "vingar seus irmãos" muçulmanos mortos em seus países de origem, que foi divulgado posteriormente por membros do EI. / EFE

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