Autores de terrorismo com antraz podem ter pena de morte

O autor ou autores da atual ofensiva do antraz, quer se trate de uma rede terrorista ou de um indivíduo desequilibrado, desde que seja considerado responsável pelas ameaças deverá enfrentar um processo federal no qual certamente a acusação pedirá sua condenação à pena de morte. O presidente dos EUA, George W. Bush, disse que as cartas com antraz constituem atos de terrorismo, estejam ou não ligadas aos ataques de 11 de setembro. O FBI, os inspetores postais e outras agências federais estão analisando as cartas contendo esporos de antraz dirigidas a redações de agências de notícias e escritórios do governo em Nova York, Washington e Flórida. Quatro pessoas já morreram e pelo menos uma dezena de outras já foram contagiadas com a bactéria. Alguns inalaram os esporos e um número maior foi infectado por via cutânea. Embora não haja nenhum precedente de caso federal por terrorismo com antraz, os processos contra envolvidos em três atentados explosivos - um contra um edifício federal em Oklahoma City e dois contra embaixadas americanas na África - podem servir de orientação para a Justiça. "Parece que seria um caso muito similar ao de Oklahoma City", disse Beth Wilkinson, uma ex-promotora federal que ajudou a preparar o processo contra o acusado por esse atentado, Timothy McVeigh, que foi condenado e executado. Como no atentado de 1995, que matou 168 pessoas, o caso do antraz poderia basear-se no uso de uma arma de destruição maciça, assassinato e tentativa de homicídio de empregados federais e conspiração para delinqüência se houver mais de uma pessoa envolvida. De acordo com uma lei federal dos EUA, os agentes biológicos perigosos são considerados como armas de destruição maciça.

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