Autoridade curda pede por envio de armas a Kobani

O vice-diretor de Relações Exteriores de Kobani, na Síria, pediu à comunidade internacional nesta quinta-feira para permitir a entrada de armamentos, remédios e comida na cidade. Ele afirmou que o município corre o risco de cair sob domínio do grupo Estado Islâmico.

Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2014 | 11h26

Idriss Nassan afirmou que os extremistas podem trazer reforços e mais armas a qualquer momento para ajudar na luta pelo controle da cidade, que fica na fronteira com a Turquia. Ele disse ainda que os ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos têm sido "efetivos", mas não são suficientes para derrotar os militantes.

"Kobani não está lutando por si mesma. Kobani está lutando pela comunidade mundial. Essa é uma batalha contra o terrorismo e, portanto, todos os países do mundo são convidados a participar da resistência", disse a repórteres da Associated Press, por telefone.

Os comentários do representante curdo acontecem no dia seguinte à declaração do porta-voz do Pentágono, que disse que Kobani permanece em risco de cair nas mãos do Estado Islâmico.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, baseado em Londres, o total de mortos no conflito já ultrapassou o número de 660 vítimas. Dentre os mortos estão 20 civis, 258 militantes curdos, 374 combatentes do Estado Islâmico e nove rebeldes sírios que lutam para defender a cidade. Fonte: Associated Press.

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