Autoridade de Israel chama governo egípcio de ditadura 'chocante'

Uma autoridade israelense descreveu o novo governo do Egito nesta sexta-feira como uma "chocante força ditatorial" e previu que não haverá contatos de alto nível entre os dois países, mas o governo de Israel se distanciou dos comentários.

Reuters

02 de novembro de 2012 | 17h51

As declarações de Amos Gilad, um alto assessor do ministro da Defesa, Ehud Barak, foram alguns dos mais duros sobre a ascensão do novo presidente islâmico do Egito Mohamed Mursi, que foi eleito em junho.

Falando em uma conferência sobre segurança, Gilad disse que as forças liberais por trás da revolta que derrubou o presidente Hosni Mubarak em 2011 tinham evaporado.

"Desta democracia, o que surgiu foi uma chocante força ditatorial", disse o funcionário em comentários transmitidos pela Rádio Israel. "Onde estão todos os jovens que se manifestavam na Praça Tahir? Eles desapareceram".

O escritório de Barak, mais tarde, divulgou um comunicado dizendo que os comentários captados pela mídia não refletem a posição da instituição de Defesa e nem as de Gilad.

"Focando no que foi dito, (Gilad) enfatizou a importância estratégica de um acordo de paz com o Egito e a importância nas relações de trabalho com o país", disse o comunicado. "O departamento de Defesa e Gilad não pretendem interferir em questões internas do Egito".

Mursi enfrentou críticas em seu país de não-islâmicos preocupados com outras vozes sendo marginalizadas no Egito.

(Por Maayan Lubell)

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