Suhaib Salem/Reuters
Suhaib Salem/Reuters

Autoridade do Egito diz que resultado da eleição pode ser adiado

Comitê eleitoral está revendo apelo dos candidatos, que reivindicam vitória; agência oficial confirma adiamento

estadão.com.br, REUTERS

20 de junho de 2012 | 15h34

CAIRO - O comitê eleitoral do Egito informou nesta quarta-feira, 20, que pode não estar pronto para anunciar o resultado do segundo turno da eleição presidencial na quinta-feira, 21, como era planejado, porque ainda estava revendo os apelos feitos pelos dois candidatos, ambos reivindicando a vitória.

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Os egípcios votaram no final de semana para escolher um substituto para Hosni Mubarak, que foi derrubado em um levante popular no ano passado. A disputa era entre Mohamed Morsy, da Irmandade Muçulmana, e Ahmed Shafik, um antigo comandante da força aérea que foi o último primeiro-ministro de Mubarak.

"Não podemos anunciar quando exatamente será o momento do anúncio dos resultados da eleição porque agora estamos no estágio de ouvir os representantes", disse o secretário-geral do comitê, Hatem Bagato.

"O comitê vai se reunir depois para decidir se vai aceitar as apelações ou não. Depois disso, haverá um tempo definido para anunciar o resultado final", ele acrescentou, falando por telefone.

Segundo a agência oficial MENA e a AP, o adiamento do anúncio já é dado como certo. Um grande atraso no anúncio dos resultados pode prolongar a incerteza e aumentar a tensão num momento em que não está claro qual é o tamanho do papel dos militares na liderança do país.

Na terça-feira, um grupo de monitoramento eleitoral norte-americano disse que era incapaz de dizer se a eleição presidencial do Egito foi livre e justa, já que não havia obtido acesso suficiente, acusando a liderança militar de atrasar a transição para a democracia.

Mubarak

A incerteza aumenta com a dúvida sobre o estado de saúde de Mubarak. Seu advogado, Farid el Dib, disse que seu estado de saúde melhorou hoje como resposta ao tratamento aplicado, após sofrer uma tromboses cerebral, seguida de um ataque cardíaco.

Enquanto isso, uma fonte médica oficial, citada pelo jornal estatal "Al Ahram", destacou que as próximas 72 horas serão fundamentais e que o ex-presidente pode sobreviver, mas neste caso não recuperaria todas suas capacidades intelectuais e físicas. Mubarak se encontra agora internado.

Com informações da Efe e da Reuters

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