Autoridade eleitoral russa confirma vitória de Putin

A Comissão Eleitoral Central se negou a incluir na agenda da reunião o estudo dos recursos da oposição

EFE,

08 de dezembro de 2007 | 14h53

A Comissão Eleitoral Central da Rússia divulgou os resultados definitivos oficiais das eleições legislativas de domingo e rejeitou os recursos dos partidos opositores para invalidar o pleito, suspeito de fraude.   O vice-presidente do órgão, Stanislav Vavilov, informou que o partido governista Rússia Unida, cuja lista é liderada pelo presidente Vladimir Putin, obteve 64,3% dos votos emitidos nas eleições para a Duma (Câmara dos Deputados).   As outras três forças que conseguiram mais de 7% dos votos - e assim obtiveram representação na Duma - foram o Partido Comunista (11,57%), o ultranacionalista Partido Liberal Democrático (8,14%) e a legenda de esquerda Rússia Justa (7,74%).   O Rússia Unida obteve 315 das 450 cadeiras da Duma, os comunistas, 57, os ultranacionalistas, 40, e o Rússia Justa, 38, informou Vavilov, segundo a agência Interfax.   Vavilov afirmou que o Rússia Unida obteve 44,7 milhões de votos, os comunistas, 8,46 milhões, o Partido Liberal Democrático conseguiu 5,66 milhões, e o Rússia Justa, 5,38 milhões.   Ele acrescentou que a participação foi de 63,78%, ou seja, foram às urnas 70 milhões dos 109 milhões de cidadãos com direito a voto, mais que nas eleições legislativas de 1999 (61,85%) e de 2003 (55,75%).   Os outros sete partidos, entre eles os liberais Yabloko e União de Forças de Direita, não obtiveram a porcentagem de votos necessária para ter representação parlamentar.   A Comissão Eleitoral Central se negou a incluir na agenda da reunião o estudo dos recursos apresentados pelos comunistas e pelo Yabloko para anular os resultados do pleito.   O Partido Comunista, que denunciou infrações durante a campanha, no dia da votação e na apuração de votos, convocou um protesto nacional para o dia 22 contra a "falsificação" dos resultados e para exigir a anulação do pleito.   Os observadores internacionais da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa (Pace) e do mesmo órgão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) disseram que "as eleições de domingo não foram limpas e não responderam a muitos dos critérios" das organizações.   Políticos russos desqualificaram as críticas dos observadores internacionais, por considerá-las "subjetivas e parciais".   O presidente do Senado, Serguei Mironov, admitiu que os resultados em algumas regiões lembram os tempos soviéticos, como na Chechênia, onde tanto a participação como a porcentagem de voto no Rússia Unida rondaram os 100%.

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