Autoridade Palestina condena grupos que incitam a violência

A Autoridade Palestina republicou hoje um decreto condenando os grupos que incitam a violência, em um primeiro passo para cumprir uma das exigências do plano de paz, apoiado pelos EUA. Ao mesmo tempo, contudo, um encontro entre os primeiros-ministros palestino e israelense, Mahmud Abbas e Ariel Sharon, respectivamente, terminou sem resultados. As conversações centraram-se no pedido de Israel de que os militantes islâmicos sejam desarmados e no pedido de Abbas para que milhares de palestinos presos fossem libertados. Sharon concordou em libertar só algumas centenas. Fontes palestinas disseram que a lista dos que serão soltos será terminada depois que Sharon e Abbas reunirem-se separadamente no fim do mês em Washington com o presidente George W. Bush. O primeiro-ministro palestino diz que a libertação de 6 mil presos era crucial para o processo de paz. Ele está sob pressão dos grupos militantes, que aceitaram uma trégua de 3 meses. Em uma possível violação da trégua, um israelense de 67 anos foi esfaqueado ontem em Jerusalém, supostamente por um palestino. O homem foi internado em estado grave. Sharon insistiu que Abbas deve desmantelar os grupos militantes antes de novas retiradas israelenses de cidades da Cisjordânia. Segundo o jornal Haaretz, Sharon ordenou a rápida construção de 30 cidades em áreas pouco povoadas do norte e do sul de Israel, no maior projeto em 25 anos, com o objetivo de obter um contrapeso judaico às áreas árabes.

Agencia Estado,

20 Julho 2003 | 18h39

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