Defesa Civil/AP
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Autoridade saudita culpa ventos fortes por queda de guindaste em Meca

Queda de um guindaste na sexta-feira, 11, matou pelo menos 107 pessoas

AE, Estadão Conteúdo

12 Setembro 2015 | 11h40

Ventos fortes foram os culpados pela queda de um guindaste sobre a Grande Mesquita de Meca, matando pelo menos 107 pessoas antes do início da peregrinação anual ao local, de acordo com o chefe da direção de defesa civil da da Arábia Saudita, Suleiman bin Abdullah al-Amro. O dirigente disse à emissora Al-Arabiya neste sábado, 12, que os ventos excepcionalmente fortes na região também derrubaram árvores.

Ele negou relatos de que um raio derrubou o guindaste ou que algumas vítimas morreram pisoteadas. De acordo com a direção da defesa civil, 238 pessoas ficaram feridas no acidente na sexta-feira à tarde na mesquita, que abriga a Caaba. O local está rodeado por vários guindastes envolvidos no trabalho de expansão do complexo.

Histórico. No ano passado, o país limitou o número de pessoas autorizadas a realizar o Hajj por motivos de segurança, em função do trabalho de ampliação da Grande Mesquita. A peregrinação, uma das maiores congregações religiosas do mundo, já foi cenário de vários desastres, a maior parte envolvendo peregrinos pisoteados na pressa de concluir os rituais e voltar para casa. Centenas deles morreram em um episódio desse tipo em 2006.

Desde então, as autoridades gastaram grandes somas para ampliar os principais locais de frequência durante o Hajj e melhorar o sistema de transporte de Meca, na tentativa de evitar mais tragédias.

Os serviços de segurança muitas vezes isolam a cidade sagrada com pontos de verificação e adotam outras medidas para impedir que pessoas compareçam para a peregrinação sem autorização, o que vem sendo intensificado nos últimos anos em reação ao aumento das ameaças à segurança em todo o Oriente Médio. As informações são da Associated Press e Reuters.

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