Autoridades afegãs cassam 9 parlamentares por fraude

Autoridades eleitorais do Afeganistão disseram hoje que nove parlamentares devem ser retirados do cargo por suposta fraude eleitoral. As alegações surgiram depois da desordenada votação de setembro de 2010 e ganharam força em junho, quando uma corte especial apontada pelo presidente Hamid Karzai pediu a remoção dos ocupantes de 62 cadeiras.

AE-AP, Agência Estado

21 de agosto de 2011 | 10h48

Parlamentares e muitos aliados internacionais do país afirmaram que a corte especial violou a lei afegã, que diz que uma comissão oficial de fiscalização de fraudes é o árbitro final de tais queixas. O órgão já havia rejeitado 1,3 milhão de votos - cerca de 25% do total - por fraude, e desqualificado 19 candidatos vencedores pelo mesmo motivo.

A decisão de hoje parece ser uma concessão por parte da comissão eleitoral, que anteriormente defendeu que nenhum parlamentar deveria perder o cargo.

O presidente da comissão, Fazel Ahmad Manawi, disse que os nove nomes não foram resultado de um acordo político, mas selecionados após uma revisão completa das alegações. Em cada caso, o candidato que originalmente assumiu o cargo não recebeu o maior número de votos, segundo ele.

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