REUTERS/Rafael Marchante
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Autoridades afirmam que 95% do incêndio em Portugal já foi controlado

Bombeiros lutam para extinguir os 5% restantes, que ‘tem um grande potencial de risco’; processo de identificação das vítimas continua muito difícil em razão do avançado grau de carbonização dos corpos

O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2017 | 11h10

LISBOA - Os bombeiros já controlaram 95% do incêndio que começou no sábado 17 em Pedrógão Grande, o mais fatal da história de Portugal, o qual deixou ao menos 64 mortos. Agora, eles lutam para extinguir os 5% restantes, que "tem um grande potencial de risco".

"Quase 95% do incêndio está sob controle", ou seja, contido mas não apagado, explicou à imprensa o comandante regional de Proteção Civil de Portugal, Vitor Vaz Pinto. "É um grande avanço", disse, antes de afirmar que estava otimista com o controle da situção.

A área em chamas que ainda resta controlar equivaleria a uma extensão de 20 quilômetros (se estivesse em uma linha reta). Neste momento, existem "focos repartidos" em zonas de "difícil acesso" nas quais estão desdobrados mais de 1,2 mil bombeiros, entre eles 40 militares espanhóis.

A agência meteorológica portuguesa anunciou condições mais favoráveis para o combate ao fogo, com temperaturas que não devem superar os 35ºC e umidade relativa do ar maior que nos dias anteriores.

Identificação

Os agentes trabalham para tentar identificar os corpos das vítimas, um processo muito difícil em consequência do avançado estado de carbonização. Apenas metade deles foram identificados até o momento.

A imprensa continua tentando compreender as circunstâncias da tragédia na "estrada da morte", a nacional 236, onde 47 pessoas morreram no sábado, bloqueadas pelo fogo.

O primeiro-ministro Antonio Costa exigiu "explicações rápidas" à polícia, acusada por alguns sobreviventes de ter direcionado para esta via um grupo de pessoas que tentava fugir das chamas.  Costa afirmou que, no momento, "não há provas de um erro dos agentes". / EFE e AFP

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