Ed Murray/NJ Advance Media via AP
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Autoridades prendem suspeito de ligação com ataques nos EUA

Ahmad Khan Rahami, de 28 anos, teria conexão com as bombas que explodiram em Nova York e New Jersey; ele é um americano naturalizado, nascido no Afeganistão e vivia em Elizabeth, New Jersey

O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2016 | 10h36
Atualizado 19 de setembro de 2016 | 17h23

NOVA YORK - Autoridades americanas prenderam nesta segunda-feira, 19, Ahmad Khan Rahami, 28 anos, acusado de ligação com os ataques com bombas realizados no fim de semana em Nova York e New Jersey. Mais cedo, o FBI, a polícia federal americana, havia divulgado a identidade do homem e espalhado cartazes com seu rosto. A prisão ocorreu em Linden, New Jersey, após uma troca de tiros entre o acusado e policiais. Segundo a procuradora Grace Park, Rahami levou um tiro na perna e dois oficiais ficaram levemente feridos.

Rahami é um americano naturalizado, nascido no Afeganistão e vivia na cidade de Elizabeth, no Estado de New Jersey, onde outra bomba explodiu durante esta madrugada, quando um robô do esquadrão antibomba cortou um fio do mecanismo, disseram autoridades. Ninguém ficou ferido com a explosão. O artefato foi deixado em uma mochila, colocada dentro de uma lata de lixo próxima a uma estação de trem e a um bar, afirmou o prefeito de Elizabeth, Christian Bollwage. Até cinco possíveis artefatos explosivos foram encontrados na mochila após ela ser esvaziada.

O FBI havia confirmado no comunicado aos veículos de imprensa que Rahami era procurado para ser interrogado por suposta conexão com a explosão que deixou 29 feridos na noite de sábado, no bairro nova-iorquino de Chelsea. O alerta também foi veiculado na rede de telefones celulares de Nova York. O sujeito procurado "pode estar armado e é perigoso", dizia o alerta do FBI.

Segundo a emissora ABC, uma fonte policial garantiu que a pessoa procurada foi identificada a partir dos dados obtidos de um telefone celular que foi encontrado junto a uma panela de pressão com explosivos - mas que não explodiu - no sábado à noite em Nova York.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, destacou que o atentado em Manhattan pode ser um ato de terrorismo ligado ao ocorrido em New Jersey. Além disso, ele alertou para a possibilidade de haver "conexões estrangeiras" na colocação de várias bombas em Nova York e New Jersey. "Acredito que estamos buscando um indivíduo (...) e pode ser que haja uma conexão estrangeira para este incidente", afirmou o governador.

"Foram colocadas duas bombas na cidade de Nova York, isso é terrorismo, com a intenção de causar danos e colocar em perigo e intimidar a população civil", acrescentou Cuomo. "O que não sabíamos, e ainda não conhecemos, é se alguém fez isso por conta própria e se está ligado ao terrorismo internacional", insistiu.

Cuomo também acrescentou que, levando em conta as características da pessoa que está sendo procurada pelo FBI, "isso sugeriria que o indivíduo teve uma conexão estrangeira para realizar este ataque".

Detenções. Autoridades detiveram cinco pessoas na noite de domingo, que viajavam em um automóvel em uma estrada do distrito de Nova York e que podem ter relações de parentesco com Rahami, informaram fontes policiais anônimas.

A agência do FBI em Nova York, no entanto, disse em sua conta no Twitter que ninguém foi acusado pelas bombas, e não fez menção a detenções. "Fizemos parar um veículo que era de interesse para a investigação", afirma um tuíte. "Ninguém foi acusado de qualquer crime. A investigação continua", completa a mensagem na rede social. A imprensa local informou que os cinco passageiros do veículo estão sob custódia para interrogatórios.

O carro foi detido às 21h30 locais (22h30 em Brasília) quando seguia para o leste na ponte Verrazano-Narrows, que liga a cidade de Nova York ao Brooklyn e Staten Island. Segundo o jornal The New York Times, um dos oficiais que participou da ação contou que as pessoas do grupo podiam ser da mesma família e que poderiam estar a caminho do aeroporto.

O jornal New York Daily News informou que armas foram encontradas no carro. A publicação também afirma que uma pessoa de interesse para os investigadores foi identificada por imagens registradas por câmeras de segurança. Não está claro se seria um dos detidos.

Um porta-voz da polícia de Nova York se recusou a confirmar as informações e se limitou a afirmar que a investigação está em curso. Todas as forças de segurança de Nova York estão em alerta desde a explosão de uma bomba no bairro de Chelsea, em Manhattan, no sábado à noite, que deixou 29 pessoas feridas. / Reuters, EFE e ASSOCIATED PRESS

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