David Mercado/Reuters
David Mercado/Reuters

Autoridades bolivianas prometem doar salários para combater pandemia

Prefeitos, vereadores, deputados, senadores e funcionários públicos querem ajudar a garantir alimento para as famílias mais necessitadas

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2020 | 23h26

LA PAZ - Várias autoridades da Bolívia prometeram doar todo o seu salário para que o dinheiro possa ser utilizado na compra de alimentos para as famílias mais necessitadas e no tratamento do novo coronavírus, que até agora deixou 11 mortos e 183 casos confirmados no país.

Prefeitos, vereadores, deputados, senadores e funcionários públicos anunciaram a doação total ou parcial dos seus salários para adquirir comida e doar uma cesta básica para as pessoas mais pobres.

É o caso dos presidentes de câmara de cidades como Trinidad, Mario Suarez; Quillacollo, Hector Montaño; e Bermejo, Delfor Burgos; e de localidades como Irupana, Clemente Mamani; e Tarabuco, Iber Meras, em diferentes regiões do país entre a Cordilheira dos Andes e a Amazônia.

Alguns, como Mario Suárez, entregaram todo o seu salário de março para que o dinheiro pudesse ser usado na compra de alimentos, enquanto Quillacollo doou o equivalente a R$ 7,4 mil. Já o congressista Luis Alberto Vaca decidiu doar todo o seu salário durante a quarentena para que 15 clubes de mães possam comprar mantimentos, enquanto o também deputado Gonzalo Barrientos anunciou que o seu dinheiro será dado a mulheres que trabalham nas minas, conhecidas como 'palliris'.

Nesta segunda-feira, os empresários da Bolívia, juntamente com a Associação de Bancos Privados (Asoban), entregaram em La Paz à presidente interina do país, Jeanine Áñez, o equivalente a mais de R$ 15 milhões para a compra de equipamento de laboratório, que será adquirido através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Na semana passada, chegou ao país um avião com itens como máscaras e reagentes para os testes do coronavírus, doados pela multinacional chinesa Alibaba.

A Bolívia tomou medidas como a quarentena, a declaração de emergência sanitária e o fechamento de fronteiras e aeroportos para impedir a propagação do vírus SARS-CoV-2.

Na semana passada, o governo provisório começou a pagar um auxílio de cerca de R$ 310 a algumas famílias, o que favorece idosos, mulheres grávidas e pessoas com deficiência. /EFE

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