Autoridades chinesas cedem a pressão de aldeões

Autoridades do sul da China cederam às principais exigências dos manifestantes de uma vila após quase duas semanas de impasse com a polícia. O raro acordo prevê a libertação de prisioneiros e a devolução de terras confiscadas para os agricultores.

AE, Agência Estado

21 de dezembro de 2011 | 13h51

O vice-secretário do Partido Comunista em Guangdong, Zhu Mingguo, disse a Yang Semao, líder da vila de Wukan que quatro moradores detidos pela polícia serão libertados nos próximos dias, afirmou Yang à Associated Press.

"Então, agora estamos cautelosamente otimistas", disse Yang.

O significado da incomum concessão das autoridades em Wukan depende de como os detalhes vão se desenrolar, mas a ação pode afetar a forma como outros protestos serão conduzidos, particularmente nessa parte da costa do sul da China, que tem registrado tumultos periódicos nos últimos anos.

A nordeste de Wukan, na cidade costeira de Haimen registrou o segundo dia de protestos nesta quarta-feira. O motivo da manifestação é o projeto de uma usina de eletricidade movida a carvão.

Os conflitos por causa de disputas de terra e outras questões na província de Guangdong têm sido intensos porque a região está entre as mais desenvolvidas economicamente na China e houve forte elevação nos preços de terras.

Numa mostra das preocupações do governo com o descontentamento público, o czar da segurança da China, Zhou Yongkang, reuniu-se nesta quarta-feira com autoridades judiciárias e pediu que melhorem a solução de conflitos sociais e promovam a aplicação justa e honesta da lei, informaram meios de comunicação estatais. As informações são da Associated Press.

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