Dolores Ochoa / AP
Dolores Ochoa / AP

Colômbia confirma que corpos encontrados são de jornalistas equatorianos

Eles tinham ido ao local para fazer uma reportagem sobre o aumento da insegurança na região e foram mortos por dissidentes das Farc

O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2018 | 06h18
Atualizado 22 de junho de 2018 | 19h37

BOGOTÁ - Três dos quatro corpos encontrados ontem em uma região de selva do sul da Colômbia correspondem aos membros da equipe do jornal El Comercio de Quito assassinados no cativeiro por rebeldes dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)confirmou nesta sexta-feira, 22, a ministra das Relações Exteriores, María Ángela Holguín.

"Ontem telefonei para o chanceler (do Equador) para dar notícia de que tínhamos encontrado os corpos dos jornalistas assassinados. Hoje, estão em Cali para serem reconhecidos e depois entregues para os familiares", disse ela, em Paraguachón, na fronteira com a Venezuela, onde estava participando de um evento.

 

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O jornalista Javier Ortega, o fotógrafo Paúl Rivas e o motorista Efraín Segarra foram sequestrados em 26 de março em uma zona rural da província de Esmeraldas, na fronteira com a Colômbia. Eles tinham ido ao local para fazer uma reportagem sobre o aumento da insegurança na região.

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O grupo dissidente das Farc, Frente Oliver Sinisterra - liderada por Walter Patricio Artízala -, autor do sequestro, matou os funcionários do jornal dias depois, de acordo com o próprio presidente do Equador, Lenín Moreno.

Segundo María Ángela, os dois governos estão trabalhando no caso. Conforme explicou, o trabalho conjunto está "tentando unir esforços na luta contra o narcotráfico" na fronteira comum. 

Sobre o quarto corpo encontrado ontem as autoridades não deram informações.

De acordo com o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, a região onde os cadáveres foram enterrados foi destruída para que eles nunca fossem achados.

Os corpos foram encontrados depois de 2 meses e 18 dias de investigação do Grupo de Combate ao Sequestro da Polícia (Gaula) e das Forças Especiais do Exército em uma zona de mata de Tumaco, município na fronteira com o Equador.

Segundo Villegas, os assassinos queriam afundar "na incerteza permanente" Colômbia e Equador, e graças ao trabalho da inteligência e a cães farejadores foi possível chegar ao local exato. / EFE

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