RAUL ARBOLEDA/AFP
RAUL ARBOLEDA/AFP

Autoridades colombianas extraditam aos EUA 'Pablo Escobar' do Equador

Washington Prado Alava foi detido em 11 de abril do ano passado junto aos seus três principais comparsas

EFE

24 Fevereiro 2018 | 17h24

BOGOTÁ - A Colômbia extraditou na madrugada deste sábado, 24, aos Estados Unidos o traficante Washington Prado Alava, conhecido como o "Pablo Escobar" do Equador e requerido pelas autoridades americanas por "transportar mais de 250 toneladas de cocaína" a esse país, informou a Procuradoria colombiana.

"Dada a administração do Ministério Público, foi extraditado para os EUA Washington Prado Alava, que usa o pseudônimo 'Gerard', conhecido como 'Pablo Escobar' do Equador. O homem tentou se vincular às listas das Farc para acessar a Jurisdição Especial para a Paz (JEP)", detalhou o ente acusador em comunicado.

Alava foi detido em 11 de abril do ano passado junto aos seus três principais comparsas: o também equatoriano Leonardo Adrián Vera, conhecido como "Thiago", e os colombianos Robinson Alberto Castro, conhecido como "Rocho", e Diego Fernando Arizala, conhecido como "Zorro".

"Gerard", que possui "poder e capacidade de subornos muito altos", também era procurado no Equador pelos homicídios de vários promotores, juízes e policiais.

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De acordo com a Procuradoria colombiana, Alava "é considerado uns dos maiores chefes do tráfico dos últimos tempos, que se transformou em um alvo importante para os EUA".

Para evitar sua extradição, o equatoriano tentou se vincular às listas de guerrilheiros apresentados pelas Farc para se submeter à JEP, encarregada de qualificar juridicamente as condutas graves cometidas pelos atores do conflito armado sob as normas do Código Penal Colombiano, o Direito Internacional em matéria de Direitos Humanos (DIDH), o Direito Internacional Humanitário (DIH) e o Direito Penal Internacional (DPI).

"Alava, que permanecia detido na penitenciária Picota de Bogotá desde 12 de abril de 2017, foi escoltado por um dispositivo de segurança de 50 comandos e agentes" da Direção de Investigação Criminal e Interpol (Dijin) da Polícia, o Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário (Inpec) e a DEA, acrescentou a nota. /EFE

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