Wolfgang Kumm/Efe
Wolfgang Kumm/Efe

Autoridades comentam Nobel da Paz da União Europeia

'Prêmio Nobel da Paz confere à Europa responsabilidade ainda maior de preservar a unidade', disse François Hollande

estadão.com.br,

12 de outubro de 2012 | 08h55

OSLO - Em momento de forte crise econômica na região, a União Europeia levou nesta sexta-feira, 12, o Prêmio Nobel da Paz 2012. A decisão do comitê, anunciada em Oslo, na Noruega, elogiou o bloco por se manter unido e repercutiu entre as autoridades.

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O presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia), José Manuel Barroso, destacou que a UE conseguiu reunir 27 países sob os valores "do respeito, do império da lei e dos direitos humanos".

A comissária da Cooperação Internacional e da Ajuda Humanitária, Kristalina Giorgieva, assegurou se sentir "orgulhosa de ser europeia. É um reconhecimento a décadas de contribuição à paz e à reconciliação, à democracia e aos direitos humanos", disse. A comissária de Interior, a sueca Cecilia Malmstrom, também comemorou o Prêmio. "Estou feliz com o prêmio Nobel da Paz para a UE. Inesperado e um reconhecimento muito bem-vindo sobre a importância da cooperação europeia".

A chanceler alemã, Angela Merkel, destacou que a "decisão maravilhosa" é um "impulso ao euro", como uma ideia que vai além da mera "união monetária". Para ela,a divisa comum representa um projeto de paz conjunta. "A UE foi construída sobre as cinzas de duas guerras e o prêmio representa para mim, pessoalmente, um notável impulso nos esforços comuns para o projeto europeu", declarou o Nobel.

O ministro de Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, expressou seu orgulho e satisfação com o Nobel da Paz à UE e qualificou a integração europeia como "o mais bem-sucedido projeto pela paz da história".

Para o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, o bloco foi uma peça-chave na hora de "dar forma à nova Europa"."A UE desempenhou um papel vital na cura das feridas da história e na promoção da paz, da reconciliação e da cooperação na Europa", afirmou em comunicado.Além disso, Rasmussen destacou a contribuição dos 27 países do bloco para o avanço "da liberdade, da democracia e dos direitos humanos em todo o continente e além".

O presidente da França, François Hollande, disse em comunicado que o Prêmio Nobel da Paz "confere à Europa uma responsabilidade ainda maior de preservar a sua unidade, capacidade de promover o crescimento e emprego e solidariedade com seus membros".

Com agências de notícias

 

 
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