Francois Mori / AP
Francois Mori / AP

Autoridades da Bélgica realizam quarto dia de operação de segurança em Bruxelas

Cidade tenta aos poucos retornar à rotina, mas alguns moradores questionam a maneira com que as autoridades lidam com a situação

O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2015 | 13h16

BRUXELAS - A operação de segurança em Bruxelas entra em seu quarto dia nesta terça-feira, 24, com partes da cidade retornando à rotina. Alguns dos moradores começam a questionar, porém, a maneira com a qual as autoridades lidam com a situação.

Crianças ficaram em casa pelo segundo dia seguido e poucos museus abriram suas portas. No centro de Bruxelas, a sensação era praticamente de uma cidade fantasma. Havia pouco mais de cinco lojas abertas na Rue Neuve, principal área de compras da cidade, mas nenhuma tinha mais de um ou dois clientes. As demais lojas seguiam fechadas. Nas proximidades da estação central de Bruxelas, o número de câmeras de televisão superava o de policiais e usuários.

A polícia realiza uma caçada internacional por Salah Abdeslam, cidadão belga suspeito de envolvimento nos ataques do dia 13 em Paris.

O governo belga disse na segunda-feira que, ainda que o alerta maior à segurança dure até a próxima semana, escolas e partes do sistema de metrô reabririam na quarta-feira. As restrições à circulação foram impostas após uma operação na sexta-feira descobrir armas automáticas e materiais que, segundo autoridades, poderiam ser usados para fazer um colete de explosivos.

Contudo, algumas autoridades locais criticaram a paralisação de atividades determinada pelas autoridades federais. "É uma catástrofe geral. Não podemos continuar assim nessas condições. Não podemos viver sob o regime islamista", disse o prefeito de Bruxelas, Yvan Mayeur, em entrevista à rádio belga RTBF.

Mayeur disse que a Bélgica precisa adotar medidas para voltar à normalidade, enquanto a polícia continua sua investigação e busca monitorar potenciais extremistas.

Há sinais, porém, de que os belgas tenham medo de ficar em espaços públicos. Houve um aumento nas compras pela internet nesta semana em grandes varejistas. As maiores cadeias de supermercados no país, Carrefour e Delhaize, disseram que houve uma forte alta em suas vendas online nos últimos dias. As lojas físicas de ambas as companhias estão operando normalmente. 

França. Jawad Bendaoud, o homem que providenciou acomodação no apartamento de Saint-Denis para três pessoas mortas em uma operação policial na semana passada, se apresentará para um juiz antiterrorista nesta terça-feira, disse uma fonte do judiciário.

Abdelhamid Abaaoud, belga de origem marroquina, Hasna Aitboulahcen, prima de Abaaoud, e uma terceira pessoa, não identificada, foram mortas na operação. /DOW JONES NEWSWIRES e REUTERS

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