Autoridades da Casa Branca silenciam ante pedido de Karzai

A Casa Branca reiterou ontem seu compromisso de apoiar as negociações de paz entre o Taleban e o governo do Afeganistão, logo depois do anúncio de suspensão das conversas pelo grupo insurgente. Mas não respondeu ao pedido feito pelo presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, para os EUA concentrarem suas tropas nas maiores bases do país até o fim do ano e não permitirem o acesso de seus soldados aos vilarejos em 2013.

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2012 | 03h07

"Apoiamos o processo afegão para a reconciliação", afirmou o porta-voz da presidência americana, Jay Carney.

Os anúncios do Taleban e de Karzai foram feitos logo depois do embarque do secretário de Defesa, Leon Panetta, após dois dias tensos de visita ao Afeganistão. Panetta foi alvo de um atentado frustrado de um funcionário afegão da base militar de Camp Bastion, na manhã de quarta-feira.

Embora o Pentágono tenha evitado qualificar o incidente como atentado, o caso foi visto como uma reação ao massacre de 16 civis afegãos, no domingo, por parte de um sargento americano.

Sob pressão de parlamentares afegãos, desejosos do julgamento do responsável pela chacina no país, o comando americano enviou o militar, cujo nome não foi revelado, para uma base no Kuwait.

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