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Autoridades da Flórida investigam anúncio de venda de bebê na internet

Segundo o texto, bebê de duas semanas estava à venda por US$ 500 com irmã de quatro anos sendo entregue 'grátis'; post foi retirado do site Craigslist

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2019 | 20h08

MIAMI, EUA - As autoridades do estado americano da Flórida investigam um anúncio publicado em um site de compra e venda de artigos, o Craigslist, onde um dos usuários colocou à venda um bebê recém-nascido, de duas semanas, por US$ 500, informou a imprensa local nesta terça-feira, 26.

"O bebê tem duas semanas, dorme e não faz barulho a noite. Daremos junto leite de fórmula e roupas", dizia o anúncio. Além do bebê, o anúncio oferecia "grátis" a "irmã de quatro anos" do recém-nascido. 

"Vivo em um bairro tranquilo e influente. Trabalho para o Departamento de Crianças e Famílias. Não quero ser julgada por não querer estas crianças", continuava o anúncio, que foi retirado do site.   

Os agentes interrogaram uma mulher suspeita de ser a autora do anúncio e analizam registros digitais para poder descobrir a identidade do responsável, relatou o jornal Miami Herald

As autoridades ainda não sabem se o anúncio se trata de um engano ou se alguém estava realmente tentando vender o bebê na plataforma conhecida por publicações que vão de ofertas de trabalho a produtos usados. 

De acordo com a porta-voz da Polícia Estadual da Flórida (FDLE), Gretl Plessinger, ao Miami Herald, o caso é investigado desde a última sexta-feira, 22, quando a polícia foi informada sobre a publicação. 

Apesar desse tipo de caso não ser frequente, já existem outras ocorrências similares nos EUA. 

Em 2017, um casal do estado de Tennessee foi detido ao tentar vender seu filho de 5 meses por US$ 3 mil, no mesmo site de anúncios. 

O Craigslist foi foco de polêmica em outras ocasiões por permitir publicações sem nenhum controle, como avisos de venda de drogas. 

Também em 2017, a adolescente do Colorado Natalie Bollinger, de 19 anos, anunciou no site que queria colocar um fim à sua vida, e meses depois foi assassinada por Joseph Michael López, pago para matá-la com uma arma fornecida pela própria vítima. / EFE

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