REUTERS/Kenan Gurbuz
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Autoridades da Turquia autorizam detenção de 125 policiais supostamente ligados a Fethullah Gulen

Os agentes, entre eles 30 comandantes, são acusados de usar em seus telefones o ByLock, um aplicativo de mensagem cifrada que supostamente foi desenvolvido pela rede do clérigo acusado de planejar o fracassado golpe de estado em julho

O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2016 | 15h03

ANCARA - A direção de Segurança de Istambul ordenou nesta terça-feira, 11, a pedido da Promotoria, uma operação para deter 125 policiais suspeitos de pertencer a rede do clérigo Fethullah Gulen, que o governo da Turquia acusa de orquestrar a tentativa de golpe de Estado no mês de julho.

Os agentes, entre eles 30 comandantes, estão sendo acusados de usar em seus telefones o ByLock, um aplicativo de mensagem cifrada que supostamente foi desenvolvido especialmente pela confraria de Gulen para permitir que seus membros se comuniquem de forma segura, informam a imprensa local.

No último dia 7, de outubro foram emitidos 166 mandatos de prisão pelo mesmo motivo. Dias antes, 12.801 policiais foram suspensos por sua suposta filiação ao grupo terrorista FETÖ, como as autoridades se referem agora a essa confraria, até 2013 aliada do partido governamental, o islamita AKP.

Desde a tentativa de golpe de Estado, dezenas de milhares de militares, policiais, funcionários, juízes, professores e professores universitários foram suspensos ou detidos por supostas ligações com Gulen. / EFE

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