Autoridades da UE alertam sobre ataque à Síria

No início da cúpula do G-20, autoridades da União Europeia advertiram contra uma ação militar na Síria. "Não há uma solução militar para o conflito sírio", disse o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, a jornalistas à margem do encontro. "Só uma solução política pode acabar com o terrível derramamento de sangue."

Agência Estado

05 de setembro de 2013 | 10h05

Van Rompuy disse que respeitava "os pedidos por ação", mas disse que a resposta para a crise síria tinha de avançar por meio da Organização das Nações Unidas (ONU). A União Europeia está pronta "para prestar todo o apoio necessário para alcançar um acordo político", disse Van Rompuy, acrescentando que o Conselho de Segurança da ONU precisa "cumprir a sua responsabilidade" na resposta à suposta utilização de armas químicas em 21 de agosto na Síria e se certificar que ataques semelhantes não aconteçam novamente.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, também pediu que a comunidade internacional encontre uma "solução política" para a crise na Síria. "Precisamos chegar a um consenso na comunidade internacional de como responder aos mais recentes acontecimentos e também sobre a forma para pôr fim a este conflito", disse Barroso.

A reunião do G-20 em São Petersburgo tem como objetivo se concentrar em questões comerciais e financeiras, mas as tensões entre os líderes mundiais sobre como responder aos eventos na Síria se sobrepuseram na agenda dos líderes mundiais.

Van Rompuy disse que a França foi o único país da União Europeia a se mostrar atualmente pronto para cooperar com um ataque militar contra a Síria. Mas ele indicou que a UE também estava analisando sobre como responder a uma decisão dos EUA em prosseguir com um ataque.

"A coisa mais importante é a forma como reagimos coletivamente sobre eventuais decisões tomadas por outros países", disse Van Rompuy. "Vamos coordenar nossas posições nas próximas horas". Fonte: Dow Jones Newswires.

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