Saul Loeb/AFP
Saul Loeb/AFP

Autoridades de EUA e Coreia do Norte se reúnem para discutir repatriação de restos mortais

O líder norte-coreano Kim Jong Un prometeu repatriar imediatamente os soldados da Guerra da Coreia em acordo com Trump

O Estado de S.Paulo

15 Julho 2018 | 19h10

Autoridades de alto escalão dos Estados Unidos e da Coreia do Norte se reuniram neste domingo para discutir as medidas para repatriar os restos mortais de soldados norte-americanos que morreram na Guerra da Coreia, disse em comunicado o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

O líder norte-coreano Kim Jong Un prometeu repatriar imediatamente os soldados, como parte de um acordo assinado com o presidente Donald Trump em Cingapura no mês passado.

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O Departamento de Estado não citou os funcionários que participaram da reunião, mas disse que este foi o primeiro encontro de oficiais de alto escalão desde 2009. O encontro aconteceu em Panmunjom, na zona desmilitarizada que separa as Coreias do Norte e do Sul. Anteriormente não estava claro se a reunião seria realizada, depois que não ocorreu em 12 de julho como esperado. "As conversas de hoje foram produtivas e cooperativas, e resultaram em compromissos firmes", disse o comunicado dos EUA. A Guerra da Coreia foi travada entre 1950 e 1953.

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Ele não especificou quantos conjuntos de restos mortais os EUA esperam recuperar da Coreia do Norte. Trump disse em um comício em Minnesota no mês passado que mais de 200 conjuntos de soldados foram enviados de volta como parte do acordo com Kim. Mas até agora, nenhum foi devolvido, de acordo com o Departamento de Defesa, que preparou caixões na fronteira para recolher os restos mortais. A Coreia do Norte já havia devolvido restos humanos não relacionados e até animais no lugar daqueles pertencentes aos soldados.

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Os próximos passos serão discutidos em reuniões que serão realizadas a partir de amanhã, de acordo com a declaração. Durante a reunião de hoje, os dois lados também concordaram em reiniciar as buscas conjuntas dos 5.300 soldados americanos estimados que nunca voltaram para casa após a Guerra da Coreia./DOW JONES NEWSWIRES

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