Autoridades debatem crime no México

Procuradoria rebate governador de Guerrerosobre restos mortais não serem de estudantes

CIDADE DO MÉXICO, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2014 | 02h01

O presidente do Senado mexicano, Miguel Barbosa, exigiu ontem que a Procuradoria-Geral da República esclareça as agressões contra estudantes em Iguala, localize os 43 jovens desaparecidos, encontre os responsáveis e "não tolere mais impunidade".

"Não podemos permitir que se instale entre nós uma visão cínica das circunstâncias, onde tragédias como as de Iguala se percam entre notas nos jornais, ineficiência das autoridades e ajustes de contas políticas", disse Barbosa, segundo comunicado emitido pelo Senado.

O procurador-geral da República, Jesús Murillo Karam, disse no sábado que os corpos encontrados em valas clandestinas localizadas na sexta-feira não foram identificados e, por isso, não era possível confirmar ou negar que sejam dos estudantes desaparecidos no dia 26, no Estado de Guerrero.

A declaração contraria a afirmação feita antes pelo governador de Guerrero, Ángel Aguirre Rivero, de que alguns dos corpos não eram dos estudantes. "Posso afirmar que alguns dos corpos, de acordo com os avanços das perícias em matéria de medicina legal e os laudos dos peritos, não correspondem aos jovens de Ayotzinapa."

Murillo Karam disse desconhecer de onde o governador obteve os dados que havia citado, reiterando que quando todos os estudos periciais forem concluídos, os resultados oficiais serão divulgados. O procurador-geral acrescentou que os estudantes continuam sendo considerados desaparecidos.

Segundo o governador, as buscas serão intensificadas com a distribuição de panfletos e anúncios em jornais do país para obter informações que permitam a localização dos estudantes.

No dia 26, a polícia municipal de Iguala atirou contra um grupo de estudantes que tinha ido à cidade pedir doações deixando 6 mortos, 25 feridos e 43 desaparecidos.

De acordo com as investigações, os estudantes foram detidos pela polícia e depois entregues à organização criminosa Guerreros Unidos, que os levaram para um local desconhecido para assassiná-los. Ao todo, 34 pessoas foram presas. / EFE

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