Autoridades dizem que as 31 vítimas identificadas após massacre no México são as que tinham documentos

Governo reconheceu corpos de 14 hondurenhos, 12 salvadorenhos, 4 guatemaltecos e 1 brasileiro

Efe

27 de agosto de 2010 | 21h43

MÉXICO - As autoridades mexicanas disseram nesta sexta-feira, 27, que as 31 vítimas identificadas após o massacre de imigrantes no Estado de Tamaulipas, norte do país, foram as que tinham documentos, enquanto as 41 restantes não carregavam identificação.

"As 31 pessoas identificadas foram aquelas que tinham documentos pessoais, enquanto as outros não traziam nenhuma identificação consigo", disse à Agência Efe um porta-voz da Procuradoria Geral de Justiça de Tamaulipas.

Na manhã desta sexta, o Ministério Público anunciou que tinha conseguido identificar os corpos de 14 hondurenhos, 12 salvadorenhos, 4 guatemaltecos e 1 brasileiro.

"Os corpos das 72 vítimas foram levados para a cidade de Reynosa e estão à disposição da Procuradoria Geral da República, que conduz as investigações do caso", explicou o porta-voz.

Um equatoriano que escapou ferido é o único sobrevivente do massacre e foi quem alertou as autoridades sobre o caso.

Os corpos foram encontrados na última terça-feira em uma fazenda próxima ao município de San Fernando, graças à informação do sobrevivente.

As embaixadas de Equador, Brasil, El Salvador e Honduras no México enviaram representantes diplomáticos a Tamaulipas para colaborar no processo de identificação dos imigrantes sem documentação.

O sobrevivente, que está em um hospital da Marinha em Tamaulipas, atribuiu ao cartel Los Zetas, um dos grupos de crime organizado mais violentos do país, a autoria do massacre.

Os grupos de crime organizado no México, principalmente de drogas, mantêm uma guerra entre eles e contra o governo que deixou mais de 28 mil mortos no país nos últimos três anos.

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