Autoridades do Sudão investigam queda do avião que matou 30

Aeronave explode após pouso em Cartum; pelo menos 171 sobreviveram e 14 ainda estão desaparecidas

Agências internacionais,

11 de junho de 2008 | 08h28

Autoridades sudanesas começaram a examinar os destroços do avião da companhia aérea Sudan Airways que pegou fogo na terça-feira, 10, ao pousar e bater na pista do aeroporto de Cartum, causando a morte de pelo menos 30 pessoas.  Veja também:Vídeo mostra imagens do acidente  Segundo a BBC, testemunhas contaram ter visto mais corpos queimados serem retirados das ferragens nesta quarta-feira de manhã. O porta-voz da Autoridade da Aviação Civil, Abdel Hafez Abdel Rahim Mahmoud, confirmou à Associated Press a morte de pelo menos 30 pessoas e que 170 teriam sobrevivido. Ainda não há informações de outras 14 pessoas.  O incêndio nos destroços só foi totalmente apagado na manhã desta quarta, o que permitiu aos peritos examinarem o interior da aeronave acidentada. Os detalhes sobre o acidente com o avião, que transportava mais de 200 pessoas, permanecem confusos. Segundo informações do governo sudanês, a aeronave decolou de Amã, na Jordânia, e fez escala em Damasco, na Síria. A maioria dos passageiros eram sudaneses. A Autoridade da Aviação Civil afirma que o avião pousou em Cartum apesar das más condições de tempo, depois de um rápido desvio para Port Sudan. Segundo o órgão, o piloto estava estacionando a aeronave quando um dos motores pegou fogo. Testemunhas disseram que o piloto pousou mal e teve que frear bruscamente o avião na pista. Especialistas acreditam que isso poderia ter causado a explosão de uma das turbinas, causando o incêndio. O chefe da polícia sudanesa, Mohammad Najib, culpou o mau tempo pelo acidente - o piloto do avião chegou a adiar em uma hora o pouso por causa da tempestade de areia, que restringia a visibilidade na capital sudanesa. No entanto, Youssef Ibrahim, o diretor do aeroporto, afirmou à rede de televisão Al-Jazeera que a aeronave aterrissou com segurança e o piloto ainda conseguiu se comunicar com a torre de controle. "Mas, nesse momento, um dos motores explodiu e o avião pegou fogo", assinalou Ibrahim. "Acredito que pode ter sido uma falha técnica." Abbas al-Fadini, um integrante do Parlamento sudanês que estava no avião, afirmou que havia chamas também dentro da aeronave. "O fogo começou no motor direito e depois se espalhou para dentro do avião", disse Al-Fadini, que estava sentado na parte de frente do Airbus e foi um dos primeiros a conseguir sair. "Não sobrou nada do avião, ele queimou rapidamente", acrescentou o parlamentar. "Acredito que o combustível e a alta temperatura local tenham contribuído para o incêndio no avião."  O Sudão tem um grande histórico de acidentes aéreos. Em maio, um avião caiu em uma área remota do país e matou 24 pessoas. Em julho de 2003, um Boeing 737 velho da Sudan Airways, que voava de Port Sudan a Cartum, caiu logo após a decolagem. Todas as 115 pessoas a bordo morreram no desastre.  Após a tragédia, as autoridades sudanesas culparam o embargo econômico americano ao Sudão pela queda do avião, porque a aeronave estaria voando com peças antigas. O governo dos EUA informou que o embargo não inclui peças de reposição para aeronaves. (Com BBC Brasil)

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