Autoridades dos EUA mantêm contato com rebeldes do Iraque

Autoridades dos Estados Unidos e do Iraque estão em contato com representantes de alguns grupos insurgentes árabes sunitas para formar uma aliança contra a Al-Qaeda no Iraque, disse nesta segunda-feira, 26, o embaixador norte-americano."Representantes da embaixada e algumas autoridades militares encontraram-se (com eles) em diversas ocasiões e o processo continua", disse o enviado Zalmay Khalilzad em sua última conferência de imprensa em Bagdá antes de deixar o cargo.Antes o jornal The New York Times noticiou que o próprio Khalilzad encontrou-se no ano passado com grupos insurgentes sunitas, entre eles ex-simpatizantes de Saddam Hussein e nacionalistas.Autoridades iraquianas já fizeram contato com grupos insurgentes no passado, mas não conseguiram progresso, já que a principal exigência das organizações é a retirada das tropas dos EUA.Khalilzad disse que não queria dar muitos detalhes sobre quem está envolvido nas negociações, devido "aos esforços da Al-Qaeda para atrapalhar (os acordos)".Militantes da Al-Qaeda, a rede terrorista liderada pelo saudita Osama Bin Laden, atacaram um grupo de tribos na província de Anbar, no oeste do Iraque, que formaram uma aliança contra o grupo islâmico sunita.´União´"Debatemos com vários grupos. O governo iraquiano também como parte de um programa nacional de reconciliação. Os encontros aconteceram e continuam acontecendo", disse o diplomata."Não disse que falamos com terroristas, falamos com grupos que não participaram do processo político e que têm relação com alguns insurgentes com quem se pode reconciliar."Khalilzad disse também que está cautelosamente otimista em relação ao sucesso no Iraque, mas disse que os líderes precisam acelerar o processo de reconciliação.O diplomata foi nomeado pelo presidente George W. Bush para ser o embaixador norte-americano nas Nações Unidas.Segundo o jornal The New York Times, uma autoridade dos EUA disse ser difícil de confirmar se as pessoas com quem Khalilzad encontrou-se são representantes influentes dos grupos insurgentes e que as lideranças são fragmentadas. "Nunca pudemos encontrar gente que conseguisse reduzir a violência", disse a autoridade, de acordo com o jornal.

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