Autoridades federais do México investigarão massacre

As autoridades federais do México disseram hoje que irão assumir as investigações do massacre de 72 imigrantes em um sítio no norte do país, diante das evidências de que a ação foi comandada por traficantes de drogas. Elas disseram também que o único sobrevivente, um imigrante equatoriano, recusou a oferta do México de visto humanitário e que irá voltar para seu país. O porta-voz da segurança do governo, Alejandro Poire, disse que o envolvimento do cartel de drogas faz com que o crime seja considerado federal.

AE-AP, Agência Estado

28 de agosto de 2010 | 20h47

O governo "continuará enfrentando essas organizações, de modo que eventos terríveis como esse, ocorrido esta semana, não se repitam", disse Poire. Um suspeito, que disse ter 16 anos, foi capturado no local do massacre e está sob custódia da polícia. Outros três suspeitos e um marinheiro foram mortos durante as buscas no sítio.

As autoridades federais disseram que esperarão que o sobrevivente, Luis Freddy Lala Pomavilla, se recupere dos ferimentos causados por tiros no pescoço e então o ajudarão a deixar o México.

Lala, que está sendo protegido por um forte esquema de segurança, disse aos investigadores na segunda-feira que cerca de 10 homens, que se identificaram como membros do cartel de drogas Zetas, estavam em cinco veículos que interceptaram os imigrantes em uma estrada em Tamaulipas, estado na costa do Golfo do México que faz fronteira com o Texas. Eles levaram os imigrantes para um sítio e exigiram que trabalhassem para o cartel. Por recusarem, foram executados a tiros.

Os investigadores identificaram 31 dos mortos, dentre os quais 14 eram hondurenhos, 12 vinham de El Salvador, quatro, da Guatemala e um tinha nacionalidade brasileira. Eles eram os únicos que portavam documentos, disse o vice-ministro das Relações Exteriores de Honduras, Alden Rivera.

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