AP Photo/Matt Dunham
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Autoridades francesas retiram últimos imigrantes do acampamento de Calais

Incêndios foram registrados durante a retirada dos refugiados; cerca de 5 mil pessoas já foram cadastradas no centro de seleção próximo à ‘selva’ e ainda há previstas 1,6 mil vagas

O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2016 | 14h05

PARIS - Autoridades francesas deram nesta quarta-feira, 26, por finalizado o esvaziamento do acampamento de imigrantes de Calais, o maior do país. Um grupo de agentes antidistúrbios deslocou os últimos refugiados do local, conhecido como "selva", para evitar problemas com os múltiplos incêndios registrados durante a retirada.

A governadora regional de Calais, Fabienne Buccio, indicou que o centro de seleção, aberto a poucos metros do acampamento, seguirá funcionando até o fim do dia para receber todos aqueles que queiram se dirigir a um dos 450 albergues abertos pelo Executivo em todo o país.

Fabienne afirmou em entrevista coletiva que 5 mil pessoas já foram registradas no centro de seleção e que têm previstas 1,6 mil vagas para esta quarta-feira. Ela também calculou que restam 1 mil pessoas a serem registradas, imigrantes que abandonaram a "selva" para fugir das chamas e que se encontram nos limites da mesma.

Alguns dizem que não querem ir aos albergues propostos pelo governo francês porque a intenção ainda é passar para o Reino Unido de forma clandestina. Fabienne afirmou que, por enquanto, não ocorreu nenhuma detenção de imigrantes". "Todo mundo se registrou de forma voluntária, aceitaram as alternativas de amparo propostas.” Para ela, com esta operação "se vira uma página importante" na história de Calais.

A governadora regional detalhou que quatro afegãos foram detidos como supostos responsáveis pelos incêndios na "selva" e insistiu que muitos desses incidentes são, na verdade, uma tradição local dos imigrantes, em particular dos afegãos, de queimar as casas antes de abandoná-las.

O porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henri Brandet, acrescentou, por sua vez, que 1,5 mil menores foram abrigados no centro provisório aberto junto ao acampamento, composto de contêineres, à espera de uma solução para a situação. / EFE

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