Autoridades procuram vítimas de incêndio na Austrália

Autoridades australianas procuravam corpos em meio às ruínas carbonizadas de mais de 100 casas e de ros edifícios destruídos por incêndios florestais na ilha da Tasmânia. Cerca de 100 moradores continuam desaparecidos, três dias após o início do fogo.

AE, Agência Estado

07 de janeiro de 2013 | 15h09

Um bombeiro voluntário sofreu sérias queimaduras nas mãos e no rosto quando combatia o fogo nas proximidades da vila de Gundaroo. Ele foi levado para um hospital em Sydney. .

O comissário de polícia interino da Tasmânia, Scott Tilyard, disse que nenhuma morte foi registrada no Estado em razão dos incêndios, mas afirmou que vai levar algum tempo até que as autoridades tenham certeza de que ninguém morreu por causa do fogo, que já destruiu 20 mil hectares de florestas e áreas agrícolas desde sexta-feira.

Tilyard afirmou que 11 grupos de bombeiros procuram cerca de 100 moradores que estão desaparecidos. "Até que tenhamos a oportunidade de rastrear todos os locais, não podemos dizer com certeza que não houve perda de vidas humanas como resultado desses incêndios", afirmou ele aos jornalistas.

Três incêndios continuavam fora de controle na Tasmânia e no noroeste australiano nesta segunda-feira. A polícia indiciou um homem de 31 anos por ter dado início a um dos três incêndios. Ele teria sido responsável pelo fogo iniciado perto de Lake Repulse ao ter deixado uma fogueira acesa na semana passada. A polícia não divulgou seu nome.

A primeira-ministra Julia Gillard, que foi para a Tasmânia nesta segunda-feira, disse que o Estado de Nova Gales do Sul, o mais populoso da Austrália, vai passar por um período de extremo calor na terça-feira e que os riscos para a vida selvagem serão altos.

A previsão para a maior parte do Estado na terça-feira é de que as temperaturas cheguem a 45ºC, com ventos de até 80 quilômetros por hora.

Incêndios florestais são comuns durante o verão australiano. Em fevereiro de 2009, centenas de focos em todo o Estado de Victoria mataram 173 pessoas e destruíram mais de 2 mil casas. As informações são da Associated Press.

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