Motim em prisão no México foi causado pelo cartel Los Zetas, dizem autoridades mexicanas

Governo corrigiu número de mortos no confronto entre grupos rivais ocorrido no presídio em Monterrey para 49

O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2016 | 11h40

MONTERREY, MÉXICO - O governo do estado de Nuevo León, no México, reduziu para 49 o número de mortos em um confronto entre grupos rivais na madrugada de quinta-feira no presídio de Topo Chico, situado na região metropolitana de Monterrey.

Em entrevista coletiva, o chefe do escritório do governo, Miguel Treviño, informou que o número de vítimas fatais se situou até agora em 49, três a menos que o informado inicialmente pelo governador de Nuevo León, Jaime Rodríguez Calderón.

Do total de mortos, 40 já foram identificados e os nove restantes ainda estão sendo analisados, sendo que os corpos de cinco deles se encontram carbonizados.

Rodríguez Calderón explicou hoje que se tratou de um confronto entre dois grupos de detentos liderados por Jorge Ivan Hernández Cantù, conhecido como "El Credo", e Juan Pedro Salvador Saldívar Farías, o "Z27". 

"Os dois eram de Los Zetas", um dos cartéis mais violentos e com uma forte presença no leste do país, confirmou o governador. O confronto começou depois que Z27, transferido de um presídio de Matamoros (no Estado de Tamaulipas) em novembro do ano passado, tentou tomar o controle da prisão das mãos de "El Credo".

O motivo da rebelião também foi confirmado pela Comissão Nacional de Segurança, que apontou o "autogoverno" de grupos de presidiários ligados aos cartéis como a causa para o confronto. 

Em entrevista à uma rádio local, o Comissário Nacional de Segurança, Renato Sales, disse ainda que as prisões mexicanas passam por condições de "ingovernabilidade" porque em 70% das 389 prisões do país há superlotação e saturação. Topo Chico, prisão com capacidade para 3.800 presos, abriga hoje o dobro desta quantidade.

Desde que foram relatados distúrbios no interior da prisão, o desconcerto e a falta de informação inicial gerou cenas de desespero, pânico e confrontações entre familiares dos detentos e as forças de segurança nos arredores da prisão. / EFE e AFP

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