Caleb Jones / AP
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Marinheiro mata 2 e comete suicídio na base naval de Pearl Harbor

Ação foi cometida dias antes de uma celebração no local para lembrar os 78 anos do bombardeio japonês que levou os Estados Unidos a entrarem na 2.ª Guerra

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2019 | 00h05
Atualizado 05 de dezembro de 2019 | 07h55

LOS ANGELES, EUA - Um marinheiro abriu fogo contra três pessoas na base naval de Pearl Harbor, no Havaí, matando duas delas, e cometeu suicídio. As duas vítimas eram funcionários do Departamento de Defesa. Um terceiro civil está ferido, mas em condição estável, em um hospital. Ação foi cometida dias antes de uma celebração no local para lembrar os 78 anos do bombardeio japonês que levou os Estados Unidos a entrarem na 2.ª Guerra.

O atirador abriu fogo perto do Dique Seco número 2, próximo à entrada sul da base, conhecida por ter sido o alvo das bombas japonesas em 1941, que mataram 2.403 militares americanos.

"O incidente nos entristece. Nossos pensamentos e orações estão com as vítimas e suas famílias", afirmou o contra-almirante Robert Chadwick, comandante da Região Naval do Havaí, em um comunicado. "A segurança da base, os serviços de investigação da Marinha e outras agências estão apurando o incidente", completou. "Vamos examinar todos os aspectos, incluindo as lições aprendidas e o potencial para segurança adicional."

O atirador

O atirador, identificado como um marinheiro designado para o submarino USS Columbia, começou a disparar às 14h30 (21h30 em Brasília). A base permaneceu fechada por uma hora e meia. Os nomes das vítimas serão divulgados apenas após as famílias serem notificadas.

Ainda não se sabe o que levou o homem a disparar. Também não ficou claro se ele atacou os funcionários da base propositadamente ou se disparou de forma indiscriminada.

Canais de televisão exibiram imagens de ambulâncias e veículos blindados mobilizados dentro da base. Os bombeiros enviaram seis unidades.

Turistas assustados

A base conjunta Pearl Harbor Hickam abriga tanto a Força Aérea como a Marinha dos EUA, que mantém no local a Frota do Pacífico.

Uma testemunha, que pediu anonimato, disse ao site Hawaii News Now que, depois de ouvir os tiros, viu "três pessoas no chão". Em seguida, o atirador, que parecia usar um uniforme de marinheiro, atirou na própria cabeça.

Ao comunicar o fechamento da base, o anúncio em alto-falante falava em um "atirador ativo". A notícia assustou turistas que visitavam o Memorial Nacional de Pearl Harbor, localizado nas proximidades. Duas escolas foram fechadas, assim como um centro de ensino próximo. 

Armas de fogo

O governador do Havaí, David Ige, afirmou que "se une à solidariedade do povo havaiano para expressar nosso pesar por esta tragédia e preocupação com os atingidos pelo ataque". Ele ressaltou que a Casa Branca ofereceu a assistência das agências federais.

O pior ataque a tiros na história do Havaí foi registrado há pouco mais de 20 anos, quando um funcionário da Xerox matou sete colegas de trabalho.

Em 2016, o Pentágono flexibilizou as regras sobre o porte de armas de fogo pelas tropas em instalações do governo, em resposta a uma série de ataques contra militares. / AFP, AP e NYT 

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