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Autoridades suíças vão autorizar suicídio assistido para presos doentes

A lei suíça permite o suicídio assistido, mas no âmbito de um código médico deontológico rigoroso e circunstâncias especiais, como idade, doenças, entre outros

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 17h06

GENEBRA - Prisioneiros doentes poderão solicitar suicídio assistido nas prisões suíças, embora as modalidades ainda não tenham sido decididas, anunciaram nesta quinta-feira, 6, as autoridades do sistema penitenciário.

A medida veio em resposta a um pedido apresentado em 2018 por um prisioneiro, que solicitou suicídio assistido.

Esse processo revelou um vazio legal nos diferentes cantões da Confederação Suíça, responsáveis pela implementação das penas, e que agora estão tentando preencher.

A Conferência dos Departamentos Cantonais de Justiça e Polícia Suíça (CCDJP) afirmou nesta quinta-feira à France-Presse que todas as instâncias encarregadas do sistema penitenciário estão em "acordo (...) sobre o princípio de que o suicídio assistido deve ser possível nas prisões".

No entanto, o diretor da CCDJP, Roger Schneeberger, afirmou que ainda existem diferenças entre os cantões em como realizar suicídios assistidos nas prisões, e que um grupo de especialistas fará suas recomendações em novembro próximo. 

A lei suíça permite o suicídio assistido, mas no âmbito de um código médico deontológico rigoroso e circunstâncias especiais (idade, doenças, etc.).

Além disso, se uma pessoa assiste outra pessoa em um suicídio "movido por uma motivação egoísta" pode ser acusada pela justiça./AFP 

 

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