EFE/Cristian Hernández
EFE/Cristian Hernández

Autoridades venezuelanas detêm dois dirigentes do partido de Capriles

Partido opositor Primero Justicia afirmou que os gêmes Alejandro e Jose Sánchez, dirigentes da legenda, foram 'sequestrados e detidos' pela Direção de Contrainteligência Militar; ministro de Interior e Justiça confirma prisões

O Estado de S.Paulo

14 Abril 2017 | 15h58

CARACAS - As autoridades da Venezuela detiveram dois dirigentes do partido opositor Primero Justicia (PJ), do ex-candidato presidencial e governador do Estado de Miranda Henrique Carpiles, informou nesta sexta-feira, 14, a legenda, que compareceu ao Ministério Público para denunciar "o desaparecimento forçado" dos políticos.

O deputado Tomás Guanipa, diretor do PJ em Caracas, assegurou que Alejandro e Jose Sánchez foram "sequestrados e detidos" na quinta-feira pela Direção de Contrainteligência Militar (Dgcim) ao final de uma marcha opositora que percorreu pacificamente vários quilômetros do oeste da capital.

"Depois, quando os gêmeos Sánchez foram buscar o veículo em que sairiam dali, foram sequestrados", relatou Guanipa aos jornalistas na frente da procuradoria venezuelana, onde compareceu junto a dezenas de deputados e parentes dos detidos.

Os opositores apresentaram uma denúncia de "desaparecimento forçado", pois, segundo alegam, a ação não foi comunicada a família, advogados ou companheiros de partido, motivo pelo qual se desconhece o lugar de reclusão.

"Aqui o que está em marcha é um plano do governo para criminalizar o PJ", destacou Guanipa, acrescentando que este suposto plano procura desvirtuar os protestos antigovernamentais das últimas duas semanas, que deixaram pelo menos cinco mortos, quase uma centena de detidos e dezenas de feridos.

Por sua parte, o ministro de Interior e Justiça do país, Néstor Reverol, indicou em sua conta no Twitter que os organismos de segurança haviam "desferido um duro golpe ao terrorismo da direita venezuelana" ao deter estes irmãos que, segundo afirmou, "organizavam atos terroristas e atentados contra a paz do país".

"Ambos detidos confessaram sua participação na violência desta semana, apontaram dirigentes da direita como financiadores (...) Solicitamos valiosos elementos de prova que comprometem dirigentes da direita com os atos terroristas", completou o ministro em mensagens divulgadas na noite de quinta-feira. / EFE

Mais conteúdo sobre:
CARACAS Ministério Público Venezuela

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.