Jiji Press/AFP Photo
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Avalanche mata ao menos 7 adolescentes e um professor em pista de esqui no Japão

Polícia e equipes de resgate vasculham a região para verificar se há mais pessoas enterradas sob a neve; premiê japonês disse que 'fará qualquer esforço para responder a este desastre'

O Estado de S.Paulo

27 de março de 2017 | 05h22

TÓQUIO - Ao menos 7 adolescentes e um professor morreram após uma avalanche surpreender um grupo de estudantes na Província de Tochigi, no centro do Japão, nesta segunda-feira, 27. Os estudantes tinham entre 16 e 17 anos, e o professor, 29.

O incidente ocorreu perto de uma pista de esqui em Nasu, a 160 km ao norte de Tóquio, onde 52 estudantes e 11 professores faziam escalada, segundo informações do governo local.

Os corpos das oito pessoas foram encontrados sem sinais vitais. Outras 40 pessoas ficaram feridas, sendo que duas delas estão internadas em estado grave, segundo informações da agência de notícias Kyodo.

O departamento regional de bombeiros recebeu a primeira chamada por volta de 9h20 locais (21h20 de domingo em Brasília). “Temos incidentes causados por avalanches ao menos uma ou duas vezes por ano nesta região, mas nunca tivemos algo tão grande assim”, afirmou um funcionário do corpo de bombeiros.

A polícia e as equipes de resgate continuam vasculhando a área para determinar se há mais pessoas enterradas sob a neve.

A Agência Meteorológica Japonesa (JMA) havia ativado no dia anterior um alerta para avalanches na região depois que se acumularam até 33 centímetros de neve em apenas oito horas. O governo japonês já iniciou um esquema especial para responder a esta tragédia.

Os estudantes e professores de sete escolas estavam realizando um programa de alpinismo que começou no sábado e deveria terminar na terça-feira ao meio-dia. O professor responsável pela atividade decidiu dar continuidade a um exercício na montanha em vez de escalar o monte Nasu, como estava previsto. As autoridades investigam se houve alguma negligência.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou durante uma sessão parlamentar que seu governo "fará qualquer esforço para responder a este desastre" e "a prioridade se concentra agora em resgatar as vítimas". / EFE, ASSOCIATED PRESS e REUTERS

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