Avanço contra Kadafi é lento

Sem ajuda externa maior, o avanço não deve fazer pressão suficiente para forçar Kadafi a negociar

William Maclean / Reuters, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2011 | 00h00

As conquistas nas áreas rurais melhoraram o moral dos rebeldes líbios, mas não fizeram oscilar a balança militar contra Muamar Kadafi. Sem ajuda externa maior, o avanço não deve fazer pressão suficiente para forçar Kadafi a negociar um acordo de paz confiável ou provocar uma rebelião dos seus simpatizantes em Trípoli.

 

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Na quarta-feira, forças rebeldes capturaram Al-Gualish, ao sul da capital, e outro grupo vindo do leste avançou na direção de Trípoli. A captura de Al-Gualish é importante porque perto está a cidade de Gharyan, que controla a principal rodovia na direção da capital. Nos últimos dias, Gharyan foi atacada por aviões da Otan.

Kadafi ainda controla a capital, está mais bem armado do que seus inimigos em terra, tem muito dinheiro e enfrenta uma aliança às voltas com tensões internas. O avanço rebelde é lento, pois a Otan, liderada por França e Grã-Bretanha, não tem o apoio adequado dos países europeus membros da aliança.

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