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Avanço da esquerda é uma advertência, diz Renzi

Segundo premiê italiano, os resultados na Espanha e na Grécia indicam que a UE precisa mudar suapolítica econômica

PARIS, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2015 | 02h03

O avanço de partidos de esquerda radical na Grécia e na Espanha e de populistas de direita na Polônia deve servir de alerta para que a União Europeia mude sua política econômica. A advertência foi feita ontem pelo primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, que se mostrou atento à onda progressista nas eleições regionais e municipais espanholas, realizadas no domingo.

"Os ventos da Grécia, da Espanha, da Polônia não sopram na mesma direção", ponderou o premiê italiano, referindo-se ao novo presidente polonês, Andrzej Duda, um conservador eurocético. "Mas todos esses ventos nos dizem que a Europa deve mudar", completou Renzi.

Segundo o primeiro-ministro italiano, a União Europeia precisa de "um pouco de humanidade" e, sob seu comando, a Itália "vai trazer uma voz forte para a mudança na Europa nas próximas semanas e nos meses que virão".

Renzi, primeiro-ministro e líder do Partido Democrático (PD, centro-esquerda), já fez bloco com o presidente da França, François Hollande, do Partido Socialista (PS, centro-esquerda), em Bruxelas. Mas ambos bateram de frente com a resistência da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, cuja sigla, a União Cristã-Democrata (CDU, direita), sustenta a política de austeridade fiscal que vigora na União Europeia.

Ontem, a também italiana Federica Mogherini, alta representante das Relações Exteriores da União Europeia, advertiu que a chegada ao poder da Coalizão Radical de Esquerda (Syriza), na Grécia, sob o comando de Alexis Tsipras, e a emergência do Podemos na Espanha significam que "o momento da mudança chegou para a Europa".

"Os resultados nas eleições presidenciais na Polônia e municipais na Espanha nos dizem que é necessário mudar o sonho europeu se nós quisermos salvá-lo", afirmou. / A.N.

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