Aviação de Israel mata líder do Hezbollah

O líder do Hezbollah, Hassan Nader, foi morto na madrugada desta quarta-feira (horário local) durante ataque da aviação israelense contra a localidade de Magarad, no Vale de Bekaa, informaram fontes policiais. Segundo as fontes, a mulher de Nader e cinco filhos do casal também foram mortos. "Hassan Nader, a mulher e os cinco filhos morreram sob os escombros do apartamento, situado no quarto andar do prédio, que desmoronou logo após ser bombardeado por caças israelenses", disseram as fontes. A região é um dos redutos do grupo xiita libanês Hezbollah.Pela 29ª noite consecutiva (horário local), a aviação israelense prosseguiu atacando o Líbano, onde mais de mil civis morreram e cerca de 1 milhão estão refugiados, segundo fontes libanesas.A aviação israelense atacou na madrugada 120 alvos em todo o Líbano, entre eles 80 edifícios usados pelo Hezbollah, além de uma caverna cheia de armas, quatro lançadeiras de foguetes, 25 estradas, sete pontes e vários carros suspeitos de transportar armas. Cerca de 200 pessoas serão removidas nesta quarta-feira da localidade de Kiryat Shomona, no norte de Israel, a mais afetada pelos disparos defoguetes do Hezbollah. Na terça-feira, 300 moradores deixaram a localidade.Ampliação da ofensivaO primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, preside nesta quarta-feira uma reunião do Gabinete de Segurança para decidir sobre uma possível ampliação da ofensiva israelense no sul do Líbano. O ministro da Defesa, Amir Peretz, e o chefe de Estado-Maior, Dan Halutz, pedirão permissão ao governo para que o Exército israelense avance no território libanês, ultrapassando o Rio Litani, cerca de 30 quilômetros ao norte da fronteira. Fontes militares citadas pela rádio pública israelense informaram que o controle da região utilizada pelos milicianos do Hezbollah paradisparar foguetes contra Israel é decisivo e deve obedecer a um programa específico. O Conselho de Segurança da ONU estuda mudanças na proposta de resolução franco-americana de cessar-fogo, após a sugestão libanesa de postar 15 mil soldados na fronteira, onde atualmente estão mais de 10.000 militares israelenses. Antes de dar uma resposta, Israel espera a elaboração da minuta definitiva da resolução. Segundo a rádio israelense, as autoridades americanas rejeitam a proposta de Israel de omitir qualquer menção no texto às fazendas deChebaa, ocupadas por Israel, que o Líbano reivindica, e de reduzir a importância da Força Provisória da ONU no Líbano (Unifil). Segundo a proposta dos EUA e França, a Unifil será encarregada de supervisionar o cessar-fogo. Enquanto isso, continuam os duros combates entre soldados e milicianos no sul do Líbano.

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