AP Photo/Fernando Llano
AP Photo/Fernando Llano

Avianca suspende voos para a Venezuela

Alegando questões de segurança, companhia aérea colombiana anunciou a suspensão das viagens a partir de 16 de agosto; passagens já não podem ser compradas

O Estado de S.Paulo

26 Julho 2017 | 16h57

BOGOTÁ - A companhia aérea colombiana Avianca anunciou a suspensão, a partir desta quarta-feira, 26, da venda de passagens para a Venezuela procedentes da Colômbia e do Peru alegando questões de segurança. A partir do dia 16 de agosto os trajetos serão interrompidos.

"Frente às dificuldades que a operação aérea na Venezuela vem encontrando, a Avianca vai deixar de operar as rotas Bogotá-Caracas-Bogotá e Lima-Caracas-Lima a partir 16 de agosto de 2017", disse a companhia num comunicado. "Como consequência, a linha aérea suspende, a partir de hoje, a venda de passagens para viagens posteriores a essa data nessas rotas", completou.

Após uma reunião técnica entre autoridades aeronáuticas de Bogotá, a Avianca avisou ao Instituto Nacional de Aeronáutica Civil da Venezuela e à Aerocivil de Colombia que suspenderia as operações. O país enfrenta uma profunda crise econômica e política. Há quatro meses, protestos pedem a saída do presidente Nicolás Maduro, que convocou uma Assembleia Constituinte para este domingo.

Segundo a Avianca, a medida se deve "à necessidade de adequar vários processos a padrões internacionais, melhorar a infraestrutura aeroportuária na Venezuela e garantir a consistência das operações". "Após mais de 60 anos de serviços contínuos na Venezuela, a Avianca lamenta chegar a essa difícil decisão, mas nossa obrigação é garantir a segurança da operação", disse o diretor executivo da companhia, Hernán Rincón.

A Avianca se soma à lista de companhias aéreas que suspenderam suas operações na Venezuela em razão da dívida do Estado com as empresas do setor, que chega a US$ 3,8 bilhões, segundo uma fonte do ramo.

Em 30 de junho, a americana United Airlines fez seu último voo saindo do país. A Air Canada suspendeu a operação em 2014, assim como a Aeroméxico. A Alitalia anunciou a decisão em 2015, e GOL, Latam e Lufthansa, em 2016.

A Avianca garantiu que os passageiros com viagens marcadas para depois da data poderão solicitar reembolso integral do valor pago. /AFP

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.