Paul Kane/AP
Paul Kane/AP

Avião australiano capta novo sinal em área de buscas pelo voo MH370

Sinal, que pode ser das caixas-pretas, renova a esperança de que destroços do Boeing 777 sejam encontrados

O Estado de S. Paulo,

10 de abril de 2014 | 11h16

SYDNEY - Um novo sinal eletrônico foi detectado por um avião de patrulha marítima da Austrália durante as buscas pelo voo MH370 da Malaysia Airlines, nesta quinta-feira, 10, renovando as esperanças de que destroços do avião desaparecido possam ser encontrados.

O sinal, que pode ser das caixas-pretas, eleva para cinco o número de "pings" (sinais eletrônicos) detectados nos últimos dias durante as operações de busca no oceano Índico. "O sinal acústico tem que ser analisado, mas tem o potencial de pertencer a um objeto fabricado pelo homem", disse o chefe do Centro de Coordenação de Agências Conjuntas do país, Angus Houston, em comunicado.

Essa já é a mais cara operação de buscas da história da aviação, e sem nenhum resultado concreto até agora. Os primeiros sinais haviam sido detectados pelo "localizador rebocado de sinais" (TPL, na sigla em inglês), equipamento da Marinha dos Estados Unidos, a bordo do navio australiano Ocean Shield.

O anúncio da captação de novos sinais eletrônicos levou as autoridades a se declararem mais confiantes na possibilidade de estarem se aproximando do local da queda, numa área remota do oceano Índico. "Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas as coisas estão mais positivas do que há algum tempo", disse Martin Dolan, comissário-chefe da Comissão Australiana de Segurança dos Transportes, que participa da missão de buscas.

Os investigadores não têm ideia dos motivos que levaram ao desaparecimento do avião. Em 8 de março, cerca de uma hora após a decolagem, os instrumentos de localização do Boeing 777 foram desativados e satélites mostram que o avião fez uma curva acentuada e começou a voar em outra direção.

As autoridades suspeitam que o avião, com 227 passageiros e 12 tripulantes, foi deliberadamente desviado da sua rota por alguém que conhecia bem o aparelho, mas também não descartam um problema mecânico.

As caixas-pretas, com gravações de voz da cabine e dados técnicos do voo, poderiam elucidar o mistério, mas seus sinais de localização são alimentados por uma bateria com vida útil esperada de 30 dias - ou seja, um prazo que já se esgotou.

As buscas nesta quinta-feira devem envolver até 14 aeronaves e 13 embarcações, de vários países. No fim de semana, o equipamento TPL detectou dois sinais eletrônicos compatíveis com os sinais emitidos pelas caixas-pretas. Outros dois sinais foram recebidos na tarde e na noite da terça-feira 8.

Os esforços estão concentrados em duas áreas - uma maior, a cerca de 2.240 quilômetros de Perth, e uma menor, cerca de 600 quilômetros mais próxima da cidade australiana. Com base nos quatro sinais detectados, um avião militar australiano está distribuindo 84 boias com sonares na área menor, auxiliando as buscas do TPL./ EFE e REUTERS 

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