Avião com ajuda dos EUA pousa em Mianmar

O primeiro vôo militar dos EstadosUnidos com ajuda humanitária a Mianmar pousou na segunda-feiraem Yangon, mas os mantimentos continuam demorando a chegar aos1,5 milhão de vítimas do ciclone Nargis. O cargueiro C-130 trouxe água, redes contra mosquitos ecobertores da vizinha Tailândia. O presidente George W. Bushcriticou o regime militar birmanês por ser "isolado ouindiferente". Vários outros vôos humanitários já pousaram em Yangon, massó uma pequena parte chegou efetivamente à área afetada, nodelta inundado do rio Irrawaddy, em parte porque a juntamilitar impede o acesso de estrangeiros ao interior. Em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon,deixou clara sua irritação com a reação "inaceitavelmentelenta" do governo birmanês ao ciclone de 3 de maio. Autoridades dos EUA em Bangcoc disseram que a junta militarautorizou o envio de mais dois aviões na terça-feira, mas queainda não há acordo para permitir a ida de balsas ehelicópteros estrangeiros com mantimentos à região do delta. A entrega do primeiro lote de ajuda dos EUA, com a presençade almirantes dos dois países, foi transmitida pela TV estatalda antiga Birmânia. Em Bangcoc, um porta-voz do Programa Mundial de Alimentosda ONU disse que a agência precisaria levar 375 toneladas dealimentos por dia para as áreas afetadas, mas que menos de 20por cento disso estão efetivamente chegando. Em Nova York, Ban disse que a situação em Mianmar continua"crítica". "Hoje é o 11o dia desde que o Nargis atingiuMianmar. Quero registrar minha profunda preocupação -- e imensafrustração -- com a reação inaceitavelmente lenta a esta gravecrise humanitária." A ONU disse que seu principal representante em Mianmarviajou na segunda-feira a Naypydaw, a nova capital da reclusajunta militar, para entregar uma lista de 60 funcionárioshumanitários cuja presença é emergencial. Os funcionáriosaguardam vistos em Bangcoc. (Reportagem adicional de Louis Charbonneau e PatrickWorsnip nas Nações Unidas; e Susan Cornwell e Paul Eckert emWashington)

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