Avião com americanos cai em área de guerrilha na Colômbia

Um pequeno avião do governo dos EUA, em que viajavam cinco supostos cidadãos americanos, caiu nesta quinta-feira em uma região selvagem do sul da Colômbia, onde a guerrilha tem forte presença, informaram as autoridades. A Embaixada dos EUA confirmou o acidente em um breve comunicado e informou que a bordo da aeronave iam o piloto, o co-piloto e três passageiros, mas não indicou a nacionalidade dos tripulantes."Um avião do governo americano, um Cessna monomotor 208, caiu perto de Florencia quando tentava realizar uma aterrissagem de emergência antes das 9h00 (hora local) desta manhã", disse a Embaixada. Um porta-voz da delegação diplomática atribuiu o acidente a uma aparente falha do motor. Acrescentou que não dispunha de mais informações no momento. O avião saiu de Bogotá em direção a Florencia, 380 km a sudoeste da capital, quando perdeu contato minutos antes de aterrissar, afirmou um funcionário da Aeronáutica Civil, que pediu para não ser identificado. Segundo o mesmo funcionário, forças do Exército encontraram a aeronave, mas não seus ocupantes - que teriam sido seqüestrados pelos rebeldes. A empresa proprietária da aeronave é a One Leasing Inc., de Washington, nos EUA. Na região do acidente têm grande presença as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a principal guerrilha do país. Grande parte da antiga zona de distensão que serviu de cenário para o frustrado acordo de paz entre as Farc e o governo do ex-presidente Andrés Pastrana (1998-2002) situava-se nessa área. Os EUA são o principal sócio da Colômbia na guerra contra as drogas, que atinge indiretamente a guerrilha. Nos últimos três anos, Washington doou cerca de US$ 2 bilhões à Colômbia com esse propósito.Grande parte dessa ajuda se traduziu na entrega de cerca de 60 helicópteros de combate para as forças locais e o treinamento de uma brigada antidrogas do Exército colombiano. Recentemente, chegaram 70 boinas-verdes dos EUA ao departamento (Estado) de Arauca, no planalto oriental, para treinar tropas locais na proteção da infra-estrutura petroleira. As normas que regem a ajuda americana ao país sul-americano estabelecem que só podem ter presença na Colômbia no máximo 400 militares e 400 civis, contratados para participar do Plano Colômbia contra as drogas. Os militares estrangeiros não podem participar de ações ofensivaas. A Colômbia vive um conflito armado de quase quatro décadas, que deixa cerca de 3.500 mortos a cada ano.

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