Avião é atacado na Colômbia

Foguete explode a 50 metros da aeronave, no sul do país

Efe e AFP, Bogotá, O Estadao de S.Paulo

30 de dezembro de 2007 | 00h00

Um foguete foi disparado ontem contra um avião de transporte Hércules da Força Aérea Colombiana (FAC), que levava ao menos 50 militares, segundo autoridades do país. O ataque ocorreu logo depois que a aeronave aterrissou no aeroporto da cidade de Neiva, capital do Departamento de Huila, no sul da Colômbia, numa região onde atua a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Até a tarde de ontem não haviam sido divulgadas informações sobre os autores do ataque nem sobre possíveis vínculos com a operação de resgate de reféns da guerrilha em Villavicencio, cerca de 350 quilômetros ao norte.O avião vinha da localidade de Porto Leguízamo, no Departamento de Putumayo, perto da fronteira com o Equador. Segundo o secretário de governo de Huila, Eliseo Motta, o ataque não deixou mortos nem feridos porque o foguete explodiu a 50 metros da aeronave. "Felizmente o projétil não alcançou seu alvo, mas teria causado danos graves se tivesse atingido diretamente o avião", disse Motta à rádio colombiana Caracol. De acordo com a prefeita de Neiva, Cielo González, as investigações preliminares concluíram que o foguete foi disparado desde um terreno próximo do aeroporto. OUTROS ATAQUESEm fevereiro de 2003, um paiol de pólvora das Farc explodiu matando 15 pessoas nas imediações do aeroporto de Neiva, quando a polícia revistava a residência na qual ele havia sido escondido pelos rebeldes. Em outro incidente em abril de 2005, as autoridades descobriram perto do aeroporto várias granadas e um foguete que apontava para a pista de pouso. A descoberta foi feita minutos antes da aterrissagem do avião do presidente colombiano, Álvaro Uribe, no local. A expectativa de que as Farc entreguem 3 dos 46 reféns políticos das Farc tem intensificado a tensão militar em toda a Colômbia e analistas estimam que ela poderia estar relacionada com o ataque ao Hércules. As Farc também se dizem dispostas a trocar todos os reféns por 500 rebeldes presos, mas não conseguem chegar a um acordo com o governo colombiano, que se nega a desmilitarizar uma área nos municípios Pradera e Florida, no sul do país.

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