Avião malaio voava no piloto automático antes de cair, diz Austrália

Área de busca para encontrar Boeing da Malaysia Airlines foi modificada e expandida para o sul do Oceano Índico

O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2014 | 07h53

 CANBERRA - As autoridades da Austrália mudaram nesta quinta-feira a área de buscas do avião malaio desaparecido em março para o sul do local que foi apontado, em princípio, como o destino final da aeronave, a cerca de 1,8 mil quilômetros do litoral oeste da Austrália. Os últimos indícios obtidos nas investigações do acidente apontam que o MH370 estava no piloto automático até acabar seu combustível, o que aumenta a probabilidade de a falta de oxigênio na cabine possa ter provocado o desmaio da tripulação e passageiros e provocado o acidente. 

O chefe da Autoridade Australiana de Segurança no Transporte, Martin Dolan, informou, por outro lado, que a trajetória pelo Oceano Índico sugere que "o avião estava operando com o piloto automático até que ficou sem combustível".

Truss também afirmou que a hipótese de que o avião estivesse voando com o piloto automático é "muito provável", mas disse que não se sabe em que momento o mecanismo foi ativado.

"A nova área de prioridade continua concentrada no local onde a aeronave se comunicou pela última vez com o satélite. Agora estamos voltando nossas buscas mais ao sul ao longo de um arco baseado nesses cálculos", disse o vice-primeiro-ministro australiano, Warren Truss, em entrevista coletiva.

A análise da informação dos satélites permitiu definir uma nova zona de buscas, que abrange cerca de 60 mil quilômetros quadrados frente aos 860 quilômetros quadrados onde eram feitas as procuras anteriormente.

Nesta nova etapa será realizado um rastreamento "em termos gerais da área onde as buscas foram feitas pela primeira vez", enquanto as buscas submarinas serão retomadas em agosto, pelo período de um ano, se o avião não for encontrado antes.

O navio Fugro Equator, contratado pela Austrália, e o navio Zhu Kezhen, da Marinha chinesa, estão trabalhando há várias semanas na elaboração de um mapa do leito marinho e deverão completar suas tarefas em aproximadamente três meses.

"As buscas submarinas têm como objetivo localizar o avião ou qualquer tipo de evidência que ajude nas investigações malaias sobre o desaparecimento" da aeronave, disse Truss.

No dia 18 de março, as autoridades definiram a área de buscas no setor meridional do Índico, a cerca de 2,5 mil quilômetros ao sudoeste da cidade australiana de Perth, mas, dez dias depois, o rastreamento foi transferido para o norte, a 1,8 mil quilômetros ao sudoeste dessa mesma cidade.

No mês seguinte, as buscas foram deslocadas para ainda mais ao norte, em uma área onde foram detectados sinais semelhantes aos de uma caixa-preta. Porém, após o rastreamento submarino, nenhum vestígio da aeronave foi encontrado, o que obrigou as autoridades a revisar novamente todos os procedimentos.

Os trabalhos de busca ainda estão concentrados ao longo de um arco no Oceano Índico, onde os especialistas acreditam que o combustível do avião se esgotou e no qual os satélites detectaram pela última vez os sinais da aeronave.

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