Avião militar americano é atingido por disparos no Sudão do Sul

Pelo menos quatro tripulantes ficaram feridos; unidades se dirigiam para Bor, onde o governo enfrenta desertores do exército

O Estado de S. Paulo,

21 de dezembro de 2013 | 11h01

(ATUALIZADA ÀS 16h30) BOR, SUDÃO DO SUL - Um avião militar americano que voava na direção da cidade de Bor, no Sudão do Sul, foi atingido por disparos neste sábado, 21, e precisou desviar sua rota para um pouso de emergência em Uganda. A aeronave participava de uma missão de resgate de civis na cidade, dominada por insurgentes que tentam derrubar o governo do presidente Salva Kiir.

O governo dos Estados Unidos confirmou o ataque e a informação de que quatro tripulantes ficaram feridos. Após o pouso em Kampala, os militares foram transferidos para um hospital no Quênia para tratamento. Tropas de Uganda começaram a atuar para retirar civis das regiões deflagradas na capital do Sudão do Sul, Juba. O Quênia também anunciou envio de soldados para retirar seus cidadãos do país.

O porta-voz militar do Sudão do Sul, coronel Philip Aguer, disse que as tropas do governo não têm o controle de Bor, então o ataque às aeronaves americanas só pode ter sido realizado pelos rebeldes. "Bor está sob o controle das forças de Riek Machar", afirmou, se referindo ao ex-vice-presidente do país, da etnia Nuer, deposto do cargo em julho.

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, da etnia Dinka, disse esta semana que uma tentativa de golpe orquestrada por Machar desencadeou uma onda de violência étnica no país. Suspeita-se, entretanto, que a confusão começou com uma briga entre os membros Nuer e Dinka da própria guarda presidencial.

A violência no Sudão do Sul nos últimos dias já deixou centenas de mortos e líderes mundiais temem que uma guerra civil esteja começando. O país recém criado se separou do Sudão em 2011, após um referendo. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas afirmou na sexta-feira, 20, que a violência resultante da disputa política pode afetar não somente o Sudão do Sul, mas outros países da região. / AP

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